
Pela primeira vez na história, a Copa do Mundo é sediada por três países simultaneamente, e os três anfitriões – México, Estados Unidos e Canadá – corresponderam às expectativas iniciais: todos garantiram vaga nas oitavas de final. Embora nenhum deles figure entre os favoritos ao título, a combinação de tabela acessível e o apoio maciço das torcidas nos estádios tem impulsionado as seleções anfitriãs a irem além do previsto.
O México, comandado pelo técnico Javier Aguirre, ostenta a melhor campanha entre os três. Foram quatro jogos e quatro vitórias, com oito gols marcados e nenhum sofrido. A festa tomou conta das ruas da Cidade do México, superando os protestos de grupos sociais que estavam programados para o período da Copa. O grande nome da equipe é o atacante colombiano naturalizado Quiñones, artilheiro do time com três gols. Os mexicanos participam de sua 18ª Copa do Mundo e jamais passaram da sexta colocação. Nas duas vezes em que sediaram o torneio, em 1970 e 1986, pararam nas quartas de final – em 1970, foram goleados pela Itália por 4 a 1 em Toluca; em 1986, caíram nos pênaltis para a Alemanha em Monterrey. Agora, o desafio será contra a Inglaterra, no domingo (5), às 21h (horário de Brasília), no Estádio Azteca. O histórico recente não é favorável: em 1966, em Wembley, os ingleses venceram por 2 a 0.
Os Estados Unidos, sob o comando do técnico argentino Maurício Pochettino, venceram três dos quatro jogos até aqui. O ataque conta com Pulisic e Balogun, este também com três gols, além do lateral-direito Sergiño Dest. O público norte-americano, que historicamente torcia o nariz para o soccer, agora se empolga com o bom rendimento da equipe. Os EUA participam pela 12ª vez de uma Copa. Quando sediaram o Mundial em 1994, caíram nas oitavas para o Brasil, que se tornaria campeão. As oitavas de final costumam ser o limite para os americanos, mas a expectativa é que o fator campo em Seattle, na próxima segunda-feira (6), às 21h, ajude a superar a Bélgica. O confronto não é inédito: em 1930, os EUA venceram os belgas por 3 a 0; em 2014, na Fonte Nova, em Salvador, a Bélgica eliminou os americanos por 2 a 1, também nas oitavas. Desta vez, os belgas ainda contam com Courtois (34 anos), De Bruyne (35 anos) e Lukaku (33 anos), enquanto os americanos passaram por uma renovação total e estão mais fortes.
O Canadá, por sua vez, disputa apenas sua terceira Copa do Mundo e, até esta edição, jamais havia vencido uma partida em Mundiais. Agora, com duas vitórias, um empate e uma derrota, a equipe do técnico norte-americano Jesse Marsch avançou às oitavas. Os estádios de Toronto e Vancouver lotaram para ver a seleção, mesmo em um país onde o hóquei no gelo é muito mais popular. Os destaques são os zagueiros Bombito e Cornelius e os atacantes Jonathan David e Promise David, ambos com três gols. Por ter ficado em segundo lugar no Grupo B, o Canadá perdeu o direito de jogar em casa nas fases eliminatórias. A vitória sobre a África do Sul foi em Los Angeles, e o time enfrentará o Marrocos em Houston (Estados Unidos), no sábado (4), às 14h (horário de Brasília). Em 2022, no Qatar, Marrocos venceu por 2 a 1, mas as duas seleções mudaram bastante desde então.
Os jogos das oitavas de final envolvendo os anfitriões ocorrerão em sequência: Canadá x Marrocos em Houston no sábado (4), México x Inglaterra no Azteca no domingo (5) e Estados Unidos x Bélgica em Seattle na segunda-feira (6). Todos os duelos têm transmissão ao vivo e prometem emoção para as torcidas locais. Até o momento, os três países-sede mantêm viva a esperança de repetir o feito de Uruguai, Itália, Inglaterra, Alemanha, Argentina e França, que conquistaram o título jogando em casa. O caminho, porém, ainda é longo e exige superação contra adversários tradicionais.
Fonte: Agência Brasil.


