
World Soccer Talk.
A aposentadoria de Cristiano Ronaldo, anunciada na quinta-feira, encerra uma trajetória de 23 anos com a camisa da seleção portuguesa e deixa no futebol masculino de seleções dois recordes que, pelos números atuais, parecem distantes de qualquer ameaça: 146 gols e 234 partidas internacionais.
O atacante é o maior artilheiro da história por seleções. O último dos 146 gols foi marcado de pênalti contra a Croácia, nas oitavas de final da última Copa do Mundo. Ronaldo detém o recorde desde 2021, quando dois gols contra a República da Irlanda o levaram a 111 e superaram os 109 do iraniano Ali Daei.
A distância para o segundo colocado é considerável. Lionel Messi encerrou a carreira pela Argentina com 126 gols, 20 a menos que Ronaldo, e não ampliará o total: aposentou-se em outubro, após a partida de despedida contra o Benin. Daei e o indiano Sunil Chhetri, quarto da lista com 95 gols, também já encerraram a carreira.
Entre os jogadores em atividade, o belga Romelu Lukaku, de 33 anos, soma 94 gols, e o polonês Robert Lewandowski, de 38, tem 92. Ambos estão mais de 50 gols atrás de Ronaldo, e nenhum outro nome aparece próximo o suficiente para ameaçar a marca.
O recorde de partidas conta história semelhante. Ronaldo encerrou a passagem por Portugal com 234 jogos, o maior número da história do futebol masculino de seleções. Ele superou a antiga marca de 196 partidas do kuwaitiano Bader Al-Mutawa em 2023 e foi o primeiro jogador a atingir 200 aparições, em confronto contra a Islândia pelas eliminatórias da Eurocopa de 2024.
Na lista de mais jogos, Messi aparece em segundo, com 208 partidas, 26 a menos que Ronaldo, mas já está aposentado. O único integrante do top cinco que ainda poderia ampliar o total é Luka Modric, terceiro colocado, com 206 jogos pela Croácia. Aos 41 anos, porém, precisaria de mais de 30 aparições para alcançar Ronaldo, cenário considerado improvável.
Os dois recordes refletem longevidade e regularidade no mais alto nível. Para igualar Ronaldo, um jogador precisaria marcar em ritmo de elite e permanecer na seleção por mais de duas décadas, sem lesões graves ou queda de rendimento. Com Messi, Daei e os demais concorrentes já fora de atividade e os nomes em atividade bem atrás, os 146 gols e as 234 partidas podem permanecer como referência por gerações.
Análise WeekNews: os números deixados por Ronaldo combinam dois fatores dificilmente reproduzíveis ao mesmo tempo — volume de gols em nível de elite e permanência de mais de duas décadas na seleção. A ausência de concorrentes ativos próximos, com os principais perseguidores já aposentados ou em idade avançada, sugere que as marcas tendem a resistir por um longo período.
Leia mais aqui em inglês: https://worldsoccertalk.com/news/cristiano-ronaldo-leaves-behind-two-nearly-unbreakable-records-after-retiring-from-portugal/.
Fonte: World Soccer Talk.
World Soccer Talk.
2026-11-05 20:15:00
