
O técnico da seleção brasileira feminina, Arthur Elias, avaliou como positiva a definição das sedes que o Brasil vai enfrentar na Copa do Mundo Feminina do ano que vem. Em declaração dada nesta quinta-feira (20), ele afirmou que a logística é favorável e que a equipe poderá se planejar com antecedência. A confirmação dos estádios da fase de grupos e do provável caminho no mata-mata foi divulgada pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF).
“A definição foi importante, dentro do que a gente esperava. A logística é favorável e a gente vai se antecipar no planejamento. Nossa meta é sempre se classificar em primeiro e, neste caso, é ainda mais importante, porque nos dá um dia a mais para preparação do jogo da semifinal e da final”, disse Arthur, em depoimento ao canal da CBF no YouTube e ao site da entidade.
A seleção brasileira fará sua estreia no dia 24 de junho, no Maracanã, no Rio de Janeiro, na partida de abertura da competição. Cinco dias depois, no dia 29 de junho, o time volta a campo na Neo Química Arena, em São Paulo. A última partida da fase de grupos está marcada para 4 de julho, no Mané Garrincha, em Brasília.
Se avançar em primeiro lugar do Grupo A, o Brasil terá um caminho definido no mata-mata: as oitavas de final serão na Arena Castelão, em Fortaleza, no dia 10 de julho; as quartas de final no Mineirão, em Belo Horizonte, no dia 16 de julho; e a semifinal em São Paulo. Caso avance em segundo, a equipe jogará as oitavas no Mineirão, no dia 11 de julho, as quartas em Fortaleza, no dia 17, e a semifinal no Maracanã, no dia 21. A final está marcada para 25 de julho, também no Rio de Janeiro.
A seleção feminina não atua no Maracanã desde 2016, quando foi superada pela Suécia na semifinal da Olimpíada do Rio. Já na Neo Química Arena, o retrospecto é positivo: desde a inauguração do estádio, em 2014, o Brasil disputou sete jogos no local, com seis vitórias e uma derrota. A última vitória foi em junho, por 2 a 1, contra os Estados Unidos. No Mané Garrincha, a equipe está invicta, com sete triunfos e dois empates.
Arthur Elias destacou a importância de começar a competição no Maracanã, considerado o estádio mais emblemático do país. “Espero que depois da Copa seja mais comum a seleção feminina atuar no Maracanã, nosso estádio mais emblemático e conhecido mundialmente. Disputar o primeiro jogo ali é uma vantagem, porque como o objetivo é chegar na final, quanto mais jogamos no estádio, mais testamos o gramado e a torcida”, avaliou.
O treinador também comentou sua relação com a Neo Química Arena, palco do segundo jogo da fase de grupos. Arthur Elias trabalhou no estádio tanto à frente do Brasil quanto do Corinthians, onde foi multicampeão na modalidade. “Lá, foram só vitórias, tanto por clube como pela seleção. Então, com certeza, será um segundo jogo bastante especial, e no qual podemos encaminhar a classificação para as oitavas”, afirmou.
Por fim, o técnico ressaltou a importância de levar a seleção a Brasília, no Mané Garrincha, para o último jogo da fase de grupos. “Importante também estimular o futebol de mulheres em Brasília, que tem times e projetos da modalidade há um tempo”, finalizou.
Com a definição das sedes, a comissão técnica agora poderá detalhar o planejamento para a competição, levando em conta os deslocamentos e as condições de cada estádio. A expectativa é de que a seleção brasileira chegue à final, que será disputada no Maracanã, no dia 25 de julho.
Fonte: Agência Brasil.
