
Estudantes secundaristas e universitários realizaram nesta quarta-feira (7) um ato no centro do Rio de Janeiro em apoio à candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Presidência da República. O presidente busca um segundo mandato consecutivo e disputa o segundo turno das eleições de 2026 contra Flávio Bolsonaro (PL).
A concentração começou no início da tarde na Candelária, de onde os participantes seguiram em caminhada pela Avenida Rio Branco até a Cinelândia. Entre as bandeiras defendidas pelos jovens estavam a educação pública, o fim da escala 6×1, a manutenção dos direitos sociais e da democracia.
Aluno de direito da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), Paulo Victor de Almeida Coelho afirmou que apoia a reeleição de Lula para que a juventude tenha um futuro melhor. “Nós queremos mais investimentos, condições para que todos possam estudar e se formar em uma faculdade pública”, declarou. Ele também justificou a mobilização com críticas ao governo de Jair Bolsonaro: “Estamos na luta porque vimos o que foi o governo Bolsonaro. Foi um governo de cortes, um governo onde as pessoas estavam sendo massacradas, passando fome, tendo direitos perseguidos. Por isso, estamos na rua.”
Já a estudante Raissa Bispo, 21 anos, que cursa Design na Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), disse defender o voto em Lula por considerar que Flávio Bolsonaro representa uma ameaça à democracia.
O ato ocorre em meio à disputa do segundo turno e reforça a mobilização de setores estudantis em torno da pauta educacional. A manifestação também incorporou demandas trabalhistas, como o fim da escala 6×1, tema que tem sido citado na campanha presidencial.
Análise WeekNews: A realização do ato no Rio de Janeiro indica que a pauta da educação pública e o debate sobre a escala 6×1 seguem presentes na agenda do segundo turno, servindo como eixos de mobilização entre jovens eleitores. A associação entre a defesa da democracia e a rejeição ao campo bolsonarista, explicitada nas falas dos estudantes, sugere que esse eleitorado tende a se engajar na campanha com argumentos que vão além da pauta corporativa universitária.
Fonte: Agência Brasil.
