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O Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro já realizou mais de 18 mil salvamentos de animais somente neste ano. A marca expressiva, alcançada entre janeiro e agosto de 2026, inclui desde os tradicionais resgates de cães e gatos até ocorrências incomuns envolvendo baleias, pinguins, jacarés e até um golfinho.
Um dos casos mais recentes aconteceu no último domingo (16), quando um cão foi encontrado em uma área de difícil acesso no alto de uma comunidade em Copacabana, na zona sul da capital fluminense. O animal corria o risco de cair da encosta, o que exigiu uma operação delicada dos bombeiros. Para chegar até o cachorro, a equipe utilizou rapel e desceu cerca de 70 metros até o local. Após o resgate, o cão foi entregue aos cuidados de uma ONG de proteção aos animais.
Os acionamentos para resgatar cães e gatos são os mais frequentes na corporação. Somados, esses atendimentos chegam a quase sete mil ocorrências desde janeiro. Mas a estatística da corporação vai muito além dos animais domésticos: neste ano, os bombeiros fluminenses também socorreram 15 pinguins e cinco baleias, além de gambás, cobras, aves, morcegos, jacarés e um golfinho.
Os resgates são acionados pela população por meio do número 193, o telefone de emergência do Corpo de Bombeiros. A diversidade de espécies atendidas mostra a amplitude do trabalho da corporação, que atua tanto em áreas urbanas quanto em regiões de mata, praias e encostas.
As histórias desses salvamentos e a trajetória da instituição podem ser conhecidas de perto no Museu Histórico do Corpo de Bombeiros, localizado na Praça da República, no Centro do Rio de Janeiro. O espaço reúne viaturas, equipamentos, documentos e outros itens que ajudam a contar a evolução da atividade de bombeiro militar ao longo das décadas.
Para visitar o museu, o público pode agendar um horário por meio de uma ferramenta digital recém-criada pela corporação. O agendamento é feito pelo site museu.cbmerj.rj.gov.br, que permite aos interessados programar a visita guiada e conhecer mais sobre o trabalho desenvolvido pelos bombeiros.
A visita ao museu é uma oportunidade para entender como o resgate de animais se tornou parte relevante da rotina da corporação, que lida diariamente com situações de risco envolvendo diferentes espécies. O acervo também mostra a evolução dos equipamentos e das técnicas utilizadas ao longo dos anos.
Os números expressivos de 2026 reforçam a importância do serviço prestado pelos bombeiros fluminenses, que atuam em ocorrências que vão desde o salvamento de um pequeno animal doméstico até o auxílio a espécies marinhas de grande porte. Em todos os casos, o acionamento pelo 193 é o primeiro passo para que o resgate seja realizado.
A corporação mantém equipes preparadas para lidar com os mais diferentes tipos de ocorrência, sempre com o objetivo de preservar a vida animal e garantir a segurança da população. O trabalho inclui desde o uso de técnicas de rapel em encostas até operações em mar aberto, dependendo da situação.
Com mais de 18 mil salvamentos registrados em menos de oito meses, o Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro consolida sua atuação como uma das principais referências no resgate de animais no país. A expectativa é que o número continue crescendo até o fim do ano, à medida que novos acionamentos são feitos pela população.
Fonte: Agência Brasil.
