
O agronegócio brasileiro obteve novas autorizações sanitárias para a venda de produtos de origem animal em Bangladesh e na Colômbia. Com as aberturas, o país chegou a 721 novos mercados acessados desde janeiro de 2023, segundo informou o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).
As negociações que resultaram nas liberações foram conduzidas em conjunto pelo Mapa e pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE), o Itamaraty. O resultado é atribuído ao trabalho conjunto das duas pastas, que atuam na interlocução com autoridades sanitárias de outros países para habilitar plantas e produtos brasileiros.
As novas autorizações se somam a uma série de avanços registrados ao longo do período. Ainda neste mês, o Mapa havia anunciado que o país alcançara a marca de 700 aberturas de mercado em 99 destinos, entre países e blocos econômicos, desde o início de 2023. As liberações para Bangladesh e a Colômbia, portanto, representam um incremento em relação a esse patamar.
Segundo o ministério, as medidas integram a estratégia do governo de ampliar a presença de produtos brasileiros no exterior. Além das negociações sanitárias conduzidas pelo Mapa e pelo Itamaraty, a política comercial coordenada pela Câmara de Comércio Exterior (Camex) tem buscado ampliar o acesso de empresas brasileiras a novos mercados e diversificar os destinos das exportações nacionais.
Esse esforço de diversificação é apresentado como forma de amenizar os efeitos do tarifaço implementado pelos Estados Unidos contra o Brasil. A ampliação do número de destinos, nesse contexto, funciona como alternativa para reduzir a dependência de mercados tradicionais.
Análise WeekNews: O avanço para 721 aberturas de mercado desde o início de 2023 indica que a pauta sanitária segue como instrumento central da política comercial brasileira para produtos de origem animal. A entrada em Bangladesh e na Colômbia, somada à menção explícita ao tarifaço americano, sugere que a diversificação de destinos deixou de ser apenas retórica e passou a orientar a agenda de negociações do Mapa e do Itamaraty.
Fonte: Agência Brasil.
