
A seleção brasileira feminina de vôlei venceu a Colômbia por 3 sets a 0 na noite desta quinta-feira (10), no Maracanãzinho, no Rio de Janeiro, e manteve a liderança do Campeonato Sul-Americano. As parciais foram de 25/19, 25/18 e 36/34, em partida que a própria seleção classificou como a mais difícil do torneio até o momento.
Ana Cristina foi novamente o destaque brasileiro, com 28 pontos, sendo 16 apenas no terceiro set. Do lado colombiano, as ponteiras Laura Pascua (15 pontos) e Ana Olaya (14) sustentaram a reação e deram trabalho sobretudo na última parcial, que durou 41 minutos — as duas primeiras não chegaram a meia hora cada.
A capitã Gabi, com dez pontos, e a oposta Sabrina, com nove, também se sobressaíram. Apesar da vitória, o Brasil acumulou 86 erros, número superior aos 75 registrados em cada uma das partidas anteriores, contra Venezuela, na terça-feira (8), e Peru, na quarta-feira (9).
O ponto negativo foi a saída de Rosamaria no início do segundo set. A oposta sentiu o joelho direito após choque com a líbero Nyeme ao tentar defender um ataque, deu lugar a Sabrina, foi atendida no vestiário e terá de passar por exames.
Com o resultado, o Brasil chegou a nove pontos, sem nenhum set perdido. Cada triunfo por 3 a 0 ou 3 a 1 vale três pontos. A Argentina, segunda colocada, também venceu os três jogos que disputou, mas soma um ponto a menos: como o triunfo sobre a Colômbia foi decidido no tie-break, as argentinas ficaram com apenas dois pontos. As colombianas somaram um ponto apesar do revés.
O Sul-Americano reúne seis seleções em fase única. Após cinco rodadas, o país com mais pontos conquista o título e garante vaga na Olimpíada de Los Angeles, em 2028. O Brasil é o maior vencedor da competição, com 23 conquistas, sendo as últimas 15 consecutivas.
A seleção dirigida por José Roberto Guimarães volta à quadra neste sábado (12), às 13h30 no horário de Brasília, contra o Chile. No domingo (13), às 12h, encerra a participação diante da Argentina.
Análise WeekNews: A vitória sobre a Colômbia manteve o Brasil invicto e sem sets perdidos, mas o terceiro set de 36/34 e os 86 erros cometidos indicam que a margem de folga da seleção diminuiu justamente diante de um adversário que ainda não havia oferecido esse nível de resistência. O confronto de domingo com a Argentina, que também venceu todos os seus jogos, tende a decidir o título e a vaga olímpica, o que dá ao duelo um peso que vai além da tabela.
Fonte: Agência Brasil.
