Chanel Beads: o pop onírico que desafia as fronteiras do gênero

Chanel Beads: o pop onírico que desafia as fronteiras do gênero
Fonte da imagem: NME

NME.

A banda nova-iorquina Chanel Beads, liderada pelo músico e produtor Shane Lavender, vem conquistando a cena indie com um som que mescla dream pop, eletrônica experimental e letras introspectivas. O projeto, que começou como um experimento caseiro, ganhou forma com o EP de estreia e agora se prepara para o lançamento do primeiro álbum, intitulado “Your Day Will Come”, previsto para setembro pela label Dots & Loops.

Lavender, que também toca em outras bandas da cena underground de Nova York, descreve o processo criativo como “um estado de sonho acordado”, onde as músicas surgem de improvisos e gravações noturnas. “Eu gravo ideias no celular, muitas vezes tarde da noite, e depois vou construindo camadas”, explicou em entrevista recente. O resultado é uma sonoridade etérea, com guitarras distorcidas, sintetizadores analógicos e vocais processados que flutuam sobre batidas quebradas.

O single “Eyes”, lançado em junho, exemplifica essa abordagem: uma faixa hipnótica que combina loops de voz, percussão minimalista e um riff de guitarra que parece vir de um sonho lúcido. A música já acumula mais de 500 mil streams no Spotify e foi elogiada por veículos como a NME, que a descreveu como “o som de uma memória se dissolvendo”.

A formação ao vivo da Chanel Beads é fluida, com Lavender alternando entre guitarra, teclados e samples, acompanhado por músicos convidados. “Cada show é diferente porque eu nunca toco as mesmas faixas do mesmo jeito”, afirma. A banda já se apresentou em festivais como o SXSW e o Pitchfork Music Festival, onde chamou a atenção pela performance imersiva, com projeções visuais sincronizadas.

O álbum “Your Day Will Come” terá 11 faixas, incluindo versões regravadas de músicas do EP e composições inéditas. Lavender revela que o disco foi inspirado por uma fase de isolamento voluntário no interior do estado de Nova York, onde passou meses sem internet. “Queria criar algo que soasse como um diário de áudio, sem filtros”, disse.

A crítica especializada tem destacado a originalidade da banda em um cenário saturado de revivalismos. “Chanel Beads não soa como ninguém. É pop, mas de um jeito que você nunca ouviu antes”, escreveu o site Stereogum. Já a revista The Fader comparou o som a uma “colagem de fitas cassete encontradas no sótão”.

Apesar do nome inspirado em uma marca de luxo, Lavender garante que não há ironia ou crítica social por trás da escolha. “Só achei que soava bonito. Não tem nada a ver com consumo ou status”, explicou. O nome, na verdade, veio de um sonho: “Eu sonhei com um colar de contas que brilhava no escuro. Acordei e anotei”.

Para os próximos meses, a Chanel Beads planeja uma turnê pelos Estados Unidos e Europa, com datas ainda não anunciadas. Enquanto isso, Lavender segue produzindo em seu estúdio caseiro, que chama de “The Bunker”. “Não quero que a banda vire uma máquina de hits. Prefiro que cada lançamento seja uma surpresa, até para mim”, conclui.

Leia mais aqui em inglês: https://www.nme.com/publications/covers/27-7-26-chanel-beads-3958703?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=27-7-26-chanel-beads.

Fonte: NME.

NME.

2026-07-26 20:00:00

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