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O piloto da NASCAR Chase Briscoe afirmou que a caça a cervos passou a proporcionar uma adrenalina comparável — e possivelmente superior — à que sente nas pistas. “É a coisa mais próxima que já consegui chegar das corridas e, honestamente, sinto que superou as corridas”, disse ele em entrevista ao OutKick OutDoors.
Briscoe, que pilota o Toyota número 19 da Bass Pro Shops, explicou que a rotina intensa do automobilismo reduziu o impacto emocional das provas. “Corremos 38 fins de semana por ano, então, sinceramente, a adrenalina meio que desaparece porque você faz isso o tempo todo”, afirmou. “Poder ir caçar e sentir essa adrenalina é como uma droga da qual não consigo me livrar.”
O interesse de Briscoe pelo ar livre começou na infância, no lago do avô, em Indiana, onde pescava aos domingos. Na adolescência, a pesca se tornou atividade constante com os amigos. A caça veio mais tarde, após ele se mudar para a Carolina do Norte e comprar com a família cerca de 30 acres de terra com muitos cervos. Há alguns anos, decidiu experimentar a caça e se envolveu rapidamente. “Fui pela primeira vez e me apaixonei”, contou.
Além da adrenalina, o piloto vê na caça uma forma de isolamento. Casado com Marissa e pai de três filhos, ele diz que a agenda da NASCAR deixa pouco espaço para tranquilidade. “Para mim, tem sido uma fuga incrível”, disse. “Poder sair ao ar livre, começar minha manhã vendo o sol nascer ou simplesmente ficar sozinho.”
A atividade também virou assunto de família. O filho Brooks, de 4 anos, demonstra entusiasmo ainda maior que o pai. Quando a temporada de caça da Carolina do Norte começou, os dois já planejavam saídas. “Ontem à noite estávamos conversando”, relembrou Briscoe. “Falei: ‘Ei, amanhã começa a temporada de cervos. Não estarei em casa, mas na segunda talvez você possa ir comigo.’ E ele pulava de alegria.”
Brooks tem motivos para confiança. Na primeira vez que caçou com o pai, abateu um cervo. “Foi uma daquelas histórias de Hollywood”, disse Briscoe. “Era um pequeno cervo de quatro pontas, mas para ele foi a primeira experiência.” Na temporada seguinte, o menino abateu uma fêmea sozinho, com ajuda do pai para mirar. Briscoe levou cerca de um ano e meio para conseguir seu primeiro cervo. “Ele já estava me superando.”
Para o piloto, o objetivo não é a competição, mas o tempo juntos. “Há tantas distrações hoje em dia com celulares, tablets e TV”, afirmou. “Poder tirá-los de casa e passar um tempo individual, criando boas memórias, é o que importa.” Ele lembra das pescarias com o avô como algumas de suas melhores recordações de infância e agora quer proporcionar o mesmo ao filho.
Briscoe, que ainda se considera relativamente novo na caça, já planeja expandir a atividade. “Adoraria fazer uma caçada de alce”, disse. “Já fiz muitas caçadas de cervo-de-cauda-branca, inclusive no sul do Texas nos últimos dois anos, mas gostaria de ir para o oeste caçar alce ou cervo-mula.” A ideia de caçar alce com arco e flecha, aproximando-se do animal, o fascina. A parte de caminhada, brincou, talvez não tanto. Se a oportunidade surgir, ele já tem um companheiro em mente: Brooks. “Ele teria energia para caminhar o tempo todo. Se um dia conseguirmos, talvez ele vá comigo.”
Análise WeekNews: A declaração de Briscoe evidencia como a rotina profissional pode dessensibilizar emoções ligadas à adrenalina, mesmo em atividades de alto risco. Ao mesmo tempo, a adoção da caça como atividade familiar indica uma busca por equilíbrio fora da intensa agenda de 38 fins de semana de competição. O interesse em caçadas de alce e cervo-mula no oeste sugere uma ampliação gradual do repertório de caça, ainda que sem planos concretos confirmados.
Leia mais aqui em inglês: https://www.foxnews.com/outkick-sports/chase-briscoe-deer-hunting-bigger-rush-driving-200-mph-nascar.
Fonte: Fox News.
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2026-09-16 16:00:00


