
Page Six.
O comediante Chris Rock, de 61 anos, comparou a cultura ‘woke’ aos julgamentos das bruxas de Salem durante a divulgação de seu novo filme, ‘Misty Green’. A declaração foi feita enquanto o artista promovia a produção, segundo informações divulgadas pela Fox News.
Na avaliação de Rock, os defensores do pensamento ‘woke’ adotam uma postura de condenação sumária semelhante à que marcou os processos por bruxaria na cidade de Salem, nos Estados Unidos, no século XVII. O comediante também criticou o que descreveu como uma disposição seletiva para perdoar, sugerindo que o movimento não estende a mesma tolerância que exige de outros setores.
A comparação com os julgamentos de Salem remete a um episódio histórico em que pessoas foram acusadas e punidas com base em denúncias e suspeitas, sem garantias processuais adequadas. Ao evocar esse paralelo, Rock posiciona o debate contemporâneo sobre linguagem, comportamento e responsabilização pública dentro de uma lógica de julgamento coletivo e punição social.
A fala ocorre em um momento de intensa discussão nos Estados Unidos sobre os limites da cultura do cancelamento e o papel de artistas e figuras públicas na arena política e cultural. Comediantes têm sido especialmente afetados por esse debate, já que parte de seu ofício envolve provocar e testar limites.
Chris Rock, que construiu carreira como um dos principais nomes da comédia americana, já abordou em outras ocasiões temas ligados a raça, política e liberdade de expressão em seus shows e entrevistas. A repercussão de suas declarações costuma ganhar amplo espaço na imprensa e nas redes sociais.
O filme ‘Misty Green’ é o lançamento que o comediante promove no momento. A associação entre a divulgação da obra e as declarações sobre wokeness ocorre em um contexto em que artistas frequentemente utilizam entrevistas de promoção para comentar temas além do próprio projeto.
Análise WeekNews: A comparação feita por Chris Rock insere o debate sobre a cultura ‘woke’ em uma chave histórica, ao aproximá-la de um episódio marcado por acusações coletivas e punições sem devido processo. Ao mesmo tempo, a crítica à seletividade do perdão sugere que a discussão sobre responsabilização pública envolve não apenas o que é condenado, mas quem tem direito a ser reintegrado. O posicionamento do comediante reforça como figuras do entretenimento seguem ocupando espaço central na disputa sobre limites da liberdade de expressão nos Estados Unidos.
Leia mais aqui em inglês: https://pagesix.com/2026/10/03/celebrity-news/chris-rock-slams-woke-1-advocates-for-forgiveness-while-likening-era-to-salem-witch-trials/.
Fonte: pagesix.com.
Page Six.
2026-10-03 16:30:00

