Cobertura das redes dos EUA sobre protestos na França vira alvo de críticas

Cobertura das redes dos EUA sobre protestos na França vira alvo de críticas
Crédito da imagem: PASCAL LACHENAUD / AFP via Getty Images) Most network reports didn’t avoid that there was violent rioting, looting and property destruction
Fonte da imagem: Fox News

Latest & Breaking News on Fox News.

A cobertura das grandes redes de televisão dos Estados Unidos sobre a onda de protestos e distúrbios que atingiu Paris e outras cidades francesas virou alvo de críticas por parte de comentaristas conservadores, que apontam o que consideram uma tentativa de justificar a violência e desviar o foco das causas políticas dos confrontos.

Segundo relatos de correspondentes americanos, as manifestações começaram a partir de pautas como o custo de vida e a situação dos serviços públicos. Em 19 de outubro, o correspondente da ABC Tom Soufi-Burridge afirmou que os atos do sábado, com centenas de milhares de pessoas, deveriam tratar do custo de vida e do estado dos serviços públicos franceses, mas a situação rapidamente saiu do controle em várias cidades. A âncora da CBS Gayle King repetiu a formulação, citando os protestos contra a alta do custo de vida e a deterioração dos serviços públicos. O repórter Aidan Stretch, também da CBS, mencionou um déficit público crescente.

When France erupts in riots, TV news finds excuses and points to public services
Fonte da imagem: Fox News

A maior parte dos relatos não negou a existência de violência, saques e destruição de propriedade. A ênfase, porém, recaiu sobre a tese de que os protestos teriam sido sequestrados por mascarados. Stretch afirmou que os distúrbios mais extremos ocorreram em cidades francesas, onde manifestações por condições escolares e salários teriam sido hijacked por mascarados que incendiaram carros, queimaram prédios do governo e saquearam lojas. Na PBS, Ross Cullen atribuiu o cenário ao subinvestimento nos serviços públicos e classificou os atos pacíficos como parte de uma convergência de movimentos contra os altos preços do gás, a inflação e a falta de recursos.

A formulação mais criticada foi a do repórter da BBC James Waterhouse, baseado em Paris, que descreveu os atos como majoritariamente pacíficos e disse que, nas alas, havia os que queriam aproveitar a desordem. Ele sustentou que poucos acreditam que a violência tenha partido dos manifestantes genuínos, mas de uma minoria oportunista que buscou saquear e causar carnificina.

A NPR, por sua vez, ouviu o cientista político francês Dominique Moisi, que alertou para o risco real e elevado de Marine Le Pen ser a próxima presidente da França. A emissora também destacou que a extrema direita francesa estaria capitalizando o que descreveu como a aparente falha do governo de Emmanuel Macron em manter a ordem. O correspondente-chefe da NBC, Richard Engel, seguiu a mesma linha, mencionando o aproveitamento político pela extrema direita, que atribui a desordem à imigração ilegal e espera capitalizar as cenas para vencer as eleições nacionais em seis meses. O presidente Donald Trump também comentou o tema, afirmando que, se a Europa não fechar suas fronteiras e retirar os criminosos, estará acabada.

O ex-porta-voz da Casa Branca Ari Fleischer criticou a imprensa escrita, afirmando ter perguntado a uma ferramenta de busca se o New York Times ou o Washington Post haviam mostrado imagens de manifestantes na França segurando bandeiras palestinas. Segundo ele, a resposta foi negativa, e ele questionou por que os jornais estariam escondendo a verdade e sanitizando a notícia. A presença da ativista Greta Thunberg nos protestos foi citada como indício de uma aliança radical entre esquerda e causas pró-palestinas.

Análise WeekNews: A leitura do material mostra que a disputa central não está nos fatos da violência, reconhecidos pela maioria dos veículos, mas no enquadramento dado a eles. A escolha recorrente de termos como serviços públicos e subinvestimento desloca a ênfase para políticas governamentais, enquanto a tese do sequestro por mascarados separa os manifestantes originais dos confrontos. A menção ao risco eleitoral da extrema direita e à exploração política dos distúrbios indica que a cobertura também passou a ser lida como parte do debate político francês.

Leia mais aqui em inglês: https://www.foxnews.com/opinion/broadcast-bias-networks-show-france-burning-highlight-peaceful-protesters.

Fonte: Fox News.

Latest & Breaking News on Fox News.

2026-10-24 10:00:00

Publicidade

Imperdivel!!!

Campeonato Brasileiro
Tabela do Campeonato Inglês (Premier League)
Tabela do Campeonato Espanhol (La Liga)
Tabela do Campeonato Alemão (Bundesliga)
Tabela do Campeonato Francês (Ligue 1)
Tabela do Campeonato Italiano (Serie A)