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O eleitor decisivo das eleições americanas pode não ser aquele que oscila entre republicanos e democratas, mas o que decide entre votar e ficar em casa. A conclusão é do estrategista e pesquisador Lee Carter, a partir de dados eleitorais que mostram como a variação no comparecimento tem pesado mais do que a mudança de lado partidário.
Segundo dados do Pew Research citados por Carter, 12% dos eleitores aptos a votar deixaram de comparecer tanto à eleição presidencial de 2020 quanto às midterms de 2022. Entre esse grupo, o presidente Donald Trump obteve vantagem de 14 pontos. Já entre os que votaram nas três eleições do período, a divisão foi praticamente empatada: 50% para Trump e 48% para Kamala Harris. Do total de americanos elegíveis nas três disputas, apenas 41% efetivamente votaram em todas elas.
O peso do comparecimento fica evidente no desempenho republicano de 2022. Os republicanos venceram o voto popular para a Câmara, mas, entre quem votou em 2020 e 2022, somente 6% trocaram de partido ou escolheram um candidato de terceira via em uma das duas eleições. A diferença veio da presença nas urnas: 71% dos eleitores de Trump em 2020 voltaram em 2022, contra 67% dos eleitores de Joe Biden.
Para 2026, os números apontam em direções opostas. Os republicanos ampliaram sua margem de registro eleitoral em relação aos democratas desde 2018, com ganho de oito pontos percentuais na Carolina do Norte, sete na Pensilvânia, cinco em Nevada e quatro no Arizona — dados de registros reais, não de pesquisas de intenção de voto. Já os democratas registram maior entusiasmo: em novo levantamento do Pew, 63% dos apoiadores de candidatos democratas à Câmara se dizem extremamente motivados a votar, contra 46% entre os apoiadores republicanos.
Carter observa que 2022 teve a maior taxa de registro eleitoral para midterms em décadas nos Estados Unidos, mas menos americanos aptos votaram do que em 2018. A conclusão do pesquisador é que preencher o formulário de registro é mais fácil do que chegar à seção eleitoral. A menos de três semanas do dia da eleição, ele sugere que a atenção se volte menos para oscilações de dois pontos nas pesquisas e mais para perguntas concretas: os eleitores que faltaram às últimas midterms estão voltando? Os eleitores mobilizados por Trump em 2024 comparecem sem o nome dele na cédula? O entusiasmo democrata se converte em votos? E os novos registrados republicanos de fato votam?
Análise WeekNews: os dados apresentados indicam que a disputa pelo eleitor que troca de partido tem alcance menor do que sugere a atenção dedicada a ele. A vantagem republicana em registro eleitoral e a vantagem democrata em motivação declarada são movimentos de naturezas distintas — um mede inscrição, o outro mede intenção — e nenhum dos dois garante comparecimento. A eleição de 2026 tende a ser definida pela capacidade de cada lado de transformar simpatizantes em votantes efetivos.
Leia mais aqui em inglês: https://www.foxnews.com/opinion/lee-carter-2026-election-come-down-one-type-voter.
Fonte: Fox News.
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2026-10-19 07:00:00

