
World Soccer Talk.
A Confederação de Futebol da América do Norte, Central e Caribe (CONCACAF) divulgou neste sábado um comunicado oficial no qual critica duramente a gestão do presidente da Fifa, Gianni Infantino, e pede uma revisão abrangente de sua liderança. A entidade reagiu à decisão da Fifa de retirar o projeto FIFA Forward Enterprise, que previa a venda de uma participação na Copa do Mundo para investidores privados. Embora tenha celebrado a desistência, a CONCACAF foi além e classificou o episódio como mais um exemplo de um padrão de erros e condutas que exige uma análise profunda.
No comunicado, a confederação afirmou que o ato unilateral e flagrante de má governança reflete uma sequência de equívocos e comportamentos semelhantes, e que chegou o momento de uma revisão completa dessa liderança. A entidade também rejeitou a ideia de que a Fifa funcione como uma empresa privada, destacando que a instituição é responsável por guardar o futebol e seus membros em confiança.
A CONCACAF argumentou que uma proposta de tamanha magnitude não chega tão longe por acaso, sendo reflexo de uma liderança que deixou de colocar o futebol em primeiro lugar. A confederação enfatizou que essa preocupação não é exclusiva dela, mas compartilhada por outras entidades.
A declaração da CONCACAF soma-se à posição da UEFA, que já havia manifestado sua falta de confiança em Infantino. A pressão sobre o presidente da Fifa aumenta à medida que mais confederações se manifestam contra sua gestão.
Apesar da crescente pressão, não há confirmação de que Infantino deixará o cargo. Ele não renunciou nem anunciou planos de se afastar. No entanto, o colapso do projeto FIFA Forward Enterprise deixou o dirigente cada vez mais isolado, com relatos indicando que até o secretário-geral da Fifa, Mattias Grafström, estaria pressionando internamente por sua renúncia.
Infantino ainda é esperado para buscar a reeleição quando a presidência da Fifa for decidida em maio de 2027. Dirigentes da UEFA, segundo relatos, estariam procurando um candidato de peso capaz de lançar um desafio sério à sua reeleição.
Nesse contexto, o nome de Nasser Al-Khelaifi, presidente do Paris Saint-Germain e com fortes laços no comitê executivo da UEFA, chegou a ser cogitado por dirigentes da entidade como um potencial rival. No entanto, Al-Khelaifi descartou qualquer interesse no cargo. Seu porta-voz afirmou que ele não tem ambição, intenção ou interesse no papel na Fifa.
O comunicado da CONCACAF encerrou com uma nota de união, elogiando a coragem e a unidade demonstradas por suas 41 associações membros ao longo da semana e creditando à imprensa o mérito de ter trazido a proposta à luz.
A decisão da Fifa de retirar o projeto FIFA Forward Enterprise ocorreu após forte oposição de diversas confederações e associações nacionais, que criticaram a falta de transparência e a forma como a proposta foi conduzida. A CONCACAF, em particular, destacou que a medida não pode ser vista como uma vitória isolada, mas como um alerta para a necessidade de mudanças profundas na governança da entidade máxima do futebol.
A pressão sobre Infantino deve continuar nos próximos meses, com a possibilidade de novas manifestações de confederações e associações exigindo maior transparência e responsabilidade na gestão da Fifa. A situação permanece em aberto, e o futuro do dirigente no comando da entidade segue incerto.
Leia mais aqui em inglês: https://worldsoccertalk.com/news/its-time-for-a-comprehensive-review-of-this-leadership-concacaf-piles-pressure-on-fifas-gianni-infantino/.
Fonte: World Soccer Talk.
World Soccer Talk.
2026-08-01 15:00:00
