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A saída de Karoline Leavitt do cargo de secretária de imprensa da Casa Branca, anunciada pelo presidente Donald Trump na quarta-feira, gerou uma onda de elogios de correspondentes que acompanham o dia a dia do governo. Leavitt, de 28 anos, deixará o posto no fim do mês para dedicar mais tempo à família, conforme publicou Trump em sua rede social, Truth Social. A jovem assessora, que entrou para a história como a secretária de imprensa mais jovem do país, é descrita por jornalistas como uma porta-voz habilidosa, que ampliou o espaço da mídia não tradicional no circuito oficial de informações.
A reação positiva ao anúncio veio de diferentes veículos e perfis de cobertura. A correspondente sênior da Fox News e atual presidente da Associação de Correspondentes da Casa Branca, Jacqui Heinrich, avaliou a saída como uma perda significativa para o governo. “Ela é a secretária de imprensa mais jovem da história, uma grande conquista por si só, e foi uma mensageira muito eficaz para esta administração”, afirmou Heinrich, destacando ainda que Leavitt era “muito acessível e estava na sala com o presidente”, algo que, segundo ela, nem sempre ocorre.
Heinrich comparou a atuação de Leavitt com a de sua antecessora no governo Biden, Karine Jean-Pierre. “Sob a administração Biden, por exemplo, quando tentávamos obter respostas de Karine Jean-Pierre, muitas vezes ficava evidente que ela não estava tão próxima dos tomadores de decisão e não conseguia nos dar informações valiosas como Karoline tem feito em seu tempo aqui”, disse a jornalista. “Então, esta vai ser uma grande perda para a Casa Branca.”
O correspondente da NBC News, Garrett Haake, também ressaltou a importância de Leavitt dentro da administração Trump. Em publicação no X, ele escreveu: “É impossível exagerar o quanto Leavitt é uma figura do círculo íntimo nesta Casa Branca, e o quanto o presidente confia nela como conselheira em qualquer assunto.” A declaração reforça a percepção de que a secretária de imprensa não era apenas uma porta-voz, mas uma assessora próxima do núcleo de decisões.
A relação de Leavitt com a imprensa foi marcada por uma postura que, segundo relatos, combinava firmeza com diálogo. Mary Margaret Olohan, correspondente da Casa Branca pelo Daily Wire, elogiou a disposição da secretária em dar espaço a repórteres de veículos não tradicionais. “Ela chamava consistentemente uma variedade de repórteres nas coletivas, muitas vezes repórteres não tradicionais que ficavam nos corredores”, contou Olohan à Fox News Digital. “Ela foi muito prestativa quando me encontrei com ela, e sua atitude em relação à nova mídia permeou toda a sua equipe.”
Olohan também observou que a maioria dos colegas respeitava Leavitt, mesmo quando ela reagia com dureza a perguntas consideradas tendenciosas. “Do meu ponto de vista, a maioria dos repórteres entendia que Karoline jogava limpo, mas era muito agressiva se uma pergunta fosse formulada de forma enganosa ou maliciosa contra a administração”, afirmou.
Um segundo correspondente da Casa Branca, que falou sob condição de anonimato, classificou o trabalho de Leavitt como “fantástico”. “Ela sabia comunicar a mensagem do presidente Trump, mas também sabia trabalhar com a imprensa, muitas vezes de maneira não confrontadora e privada”, disse o jornalista. “Trump tem sapatos enormes para preencher. É um trabalho extremamente desafiador que exige uma combinação de showmanship e habilidades interpessoais astutas”, completou, referindo-se ao desafio do próximo ocupante do cargo.
Um terceiro repórter, veterano na cobertura da Casa Branca, afirmou que Leavitt foi a melhor secretária de imprensa com quem já trabalhou. “Karoline foi a melhor secretária de imprensa com quem já trabalhei, e houve muitos”, disse. “Acho que a razão pela qual ela é tão eficaz é porque passou um tempo real com Trump, além de tempo entendendo suas políticas e o raciocínio por trás delas.” O jornalista comparou a atuação dela com a de Karine Jean-Pierre e Jen Psaki, do governo Biden, afirmando que Leavitt superou as duas em aspectos como proximidade com as decisões e respeito ao trabalho da imprensa.
Apesar dos elogios, Leavitt não conquistou a todos. Um quarto correspondente, que pediu anonimato, relatou ter uma relação gelada com a secretária desde que ela atuou como porta-voz da campanha de Trump em 2024, e que a situação piorou quando ela assumiu o comando da Sala de Briefing James S. Brady. “Eu não era fã”, disse o jornalista. “E, no final, não acho que importa quem seja o secretário de imprensa, porque este presidente exige 100% de lealdade e 100% de disposição para repetir qualquer coisa maluca que ele tenha dito naquele dia. A reputação dela como uma intermediária honesta se foi, se é que alguma vez existiu.”
Outro repórter, que também preferiu não se identificar, comentou que Leavitt estava disposta a “jogar o jogo com praticamente todo mundo, exceto com os repórteres realmente sórdidos”. A declaração sugere que, mesmo entre os críticos, havia reconhecimento de que a secretária mantinha critérios próprios na relação com a imprensa.
A saída de Leavitt, anunciada com poucas semanas de antecedência, já provoca uma corrida para encontrar seu substituto. A Casa Branca ainda não se manifestou oficialmente sobre o processo de transição, e nem Leavitt nem o governo responderam imediatamente aos pedidos de comentário da Fox News Digital. A expectativa é que o novo secretário de imprensa enfrente o desafio de manter o mesmo nível de acesso e comunicação que marcou a gestão de Leavitt, em um ambiente político e midiático cada vez mais polarizado.
Leia mais aqui em inglês: https://www.foxnews.com/media/white-house-correspondents-praise-karoline-leavitt-announces-exit-trump-administration.
Fonte: Fox News.
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2026-08-13 16:33:00
