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O diretor Lance Oppenheim recorreu a um método pouco convencional para convencer Robert Pattinson a aceitar o papel principal de “Primetime”: enviou ao ator 200 latas de Zyn, os sachês de nicotina, acompanhadas da versão mais recente do roteiro. A informação foi revelada pelo próprio diretor em entrevista à Vulture.
Segundo Oppenheim, Pattinson inicialmente assumiria apenas a produção do filme, mas o diretor queria que ele interpretasse uma versão de Chris Hansen, apresentador do programa “To Catch A Predator”. Para tentar reverter a decisão do ator, o roteirista Ajon Singh passou uma semana reescrevendo o script, enquanto o diretor adotou uma abordagem mais direta.
“Rob, na época, estava lidando com um vício em Zyn”, explicou Oppenheim. Como havia escassez dos sachês de nicotina nos Estados Unidos, o diretor pediu a um amigo que enviasse 200 caixas do Canadá, junto com o rascunho mais recente do roteiro. O pacote foi endereçado a “Chris Han-Zyn”, em referência ao personagem.
Quando Pattinson ligou confirmando que aceitava o papel, Oppenheim comparou o momento ao anúncio de LeBron James sobre sua ida para o Miami Heat. “Foi como LeBron fazendo o anúncio de que estava se juntando ao Heat”, disse.
“Primetime” é baseado na reportagem “Tonight On Dateline This Man Will Die”, publicada pela Esquire, que detalha uma operação policial malsucedida que resultou na morte de um homem por suicídio. Oppenheim descreveu o longa como um “delírio febril” e uma “forma elaborada de fan fiction”, em vez de uma cinebiografia convencional.
Chris Hansen, no entanto, criticou duramente o filme. Em vídeo publicado no X, afirmou que a obra está “desconectada da realidade” e questionou seu propósito. “Obviamente não sou objetivo porque o personagem sou eu, mas estava tão distante da realidade ou de qualquer coisa que eu tenha vivido naquela época ou agora fazendo as investigações. Não tenho certeza de qual era o objetivo”, declarou.
Em participação no podcast “Have A Seat”, de Jesse Watters, da Fox News, Hansen deu nota “D” à atuação de Pattinson e alegou que o filme é majoritariamente ficcional. “O que mais me incomodou foi que me retrataram como um pai distante e alheio para meus filhos, o que estava muito longe da realidade. Fazer isso é um golpe baixo, sem entretenimento, valor literário ou benefício para qualquer espectador ou para a sociedade”, afirmou. “É apenas maldoso, falso e indigno do tempo do espectador.”
Análise WeekNews: A revelação sobre o envio das 200 latas de Zyn ilustra como negociações em Hollywood podem envolver gestos pessoais e pouco convencionais para atrair talentos. O episódio também expõe a distância entre a abordagem declaradamente ficcional de Oppenheim e a expectativa de Hansen por uma retratação fiel, embate que tende a acompanhar a divulgação do filme.
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Fonte: NME.
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2026-10-20 06:04:00
