
O dólar comercial encerrou o primeiro pregão de outubro em alta de 0,97%, cotado a R$ 5,224, pressionado pela aversão ao risco no exterior diante das tensões no Oriente Médio e da disparada do petróleo. A moeda chegou a R$ 5,169 na mínima, às 9h40, e atingiu R$ 5,240 na máxima, pouco antes das 14h. No acumulado do ano, a divisa ainda registra queda de 4,83%.
O movimento acompanhou a valorização do dólar no mercado internacional. O índice DXY, que mede o desempenho da moeda americana contra uma cesta de seis divisas fortes, subiu 0,58%, aos 102,040 pontos, após alcançar máxima de 102,207. O ambiente externo foi marcado pela preocupação com os efeitos econômicos da guerra no Oriente Médio, e o avanço do petróleo reforçou os temores sobre a inflação, sustentando a busca por ativos considerados mais defensivos.
Na bolsa brasileira, o Ibovespa fechou em alta de 0,46%, aos 187.197,46 pontos, sustentado principalmente pelas ações da Petrobras, beneficiadas pela forte valorização do petróleo. O índice encerrou setembro com ganho de 5% e acumula valorização de 16,2% no ano. O volume financeiro da sessão foi de R$ 26 bilhões.
No mercado de commodities, o petróleo tipo Brent subiu 4,37%, a US$ 102,31, enquanto o WTI avançou 2,71%, a US$ 92,87. Nos Estados Unidos, o S&P 500, das 500 maiores empresas, fechou em alta de 0,19%. Os mercados também acompanharam o comportamento dos títulos do Tesouro americano e os efeitos da valorização do petróleo sobre as expectativas para a inflação e os juros.
A cautela dos investidores foi reforçada pela proximidade do primeiro turno das eleições no Brasil, que contribuiu para o tom mais conservador das negociações ao longo do dia.
Análise WeekNews: A combinação de tensão geopolítica no Oriente Médio e petróleo acima de US$ 100 pressiona o câmbio e, ao mesmo tempo, impulsiona as ações da Petrobras, criando um movimento aparentemente contraditório entre dólar e Ibovespa. O desempenho do índice, no entanto, ficou concentrado no setor de petróleo, enquanto o cenário externo e a proximidade do pleito eleitoral mantêm o ambiente de cautela para os demais ativos. O dólar ainda acumula queda no ano, o que indica que a alta desta quinta-feira ocorre em um contexto mais amplo de desvalorização da moeda americana frente ao real.
Fonte: Agência Brasil.
