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Duncan Sheik, compositor vencedor do Tony pela trilha de “Spring Awakening”, morreu aos 56 anos em um hospital de Manhattan, na noite de quinta-feira (17). A causa foi falência de múltiplos órgãos, segundo informou sua família.
No início da semana, os parentes já haviam divulgado um comunicado informando que Sheik estava “recebendo cuidados médicos” e se encontrava em “estado crítico, porém estável”. Na sexta-feira (18), a família publicou uma nova mensagem confirmando a morte e prestando homenagem ao artista.
“O mundo perdeu um talento singular e uma voz profundamente influente na música e no teatro. Do seu hit indicado ao Grammy ‘Barely Breathing’ ao seu trabalho inovador, vencedor do Tony e do Grammy, em ‘Spring Awakening’, a arte de Duncan tocou muitas pessoas e deixa uma marca indelével no cenário cultural”, diz o texto.
A nota descreve Sheik como pai, marido, filho, irmão e amigo, e afirma que ele será lembrado pela sensibilidade, pelo humor, pela inteligência e pela profundidade de espírito. “Somos profundamente gratos pela onda de amor de seus fãs, amigos, colaboradores e da comunidade artística. Seu legado musical continuará inspirando gerações”, acrescenta a família.
Sheik assinou a trilha de “Spring Awakening” em parceria com Steven Sater. O musical rendeu a ele dois prêmios Tony, de Melhor Trilha Sonora Original e Melhor Orquestração, além de um Grammy de Melhor Álbum de Show Musical. A montagem original na Broadway teve no elenco Jonathan Groff, John Gallagher Jr. e Lea Michele.
Michele usou o Instagram para homenagear o compositor. “Conheci Duncan quando eu tinha 14 anos”, escreveu ela, ao lado de uma foto dos dois. “Ouvi uma demo em fita dele cantando músicas de ‘Spring Awakening’ na porta da minha escola, antes da minha primeira audição.” A atriz disse estar sem palavras: “Isso dói e não parece real. Obrigada por tudo que você nos deu. E pelo tempo que tivemos juntos. Mando todo o meu amor e minhas orações para Nora, Ines e a família de Duncan.”
O cantor e DJ Bright Light Bright Light também lamentou a morte. “Absolutamente devastado ao saber que um dos meus artistas favoritos morreu. Quando adolescente, importei todos os discos dele para a minha casa no País de Gales e sonhava em ser compositor morando em Nova York como ele”, escreveu. “Consegui. E agradeço a ele infinitamente por ter inspirado isso.”
A atriz Kimiko Glenn, que participou de uma turnê nacional de “Spring Awakening”, afirmou que “o mundo realmente poderia ter se beneficiado de mais algumas décadas da sua música”. Já Melissa Barrera disse que Sheik “criou a trilha sonora da minha adolescência” e lembrou que ele elogiou a versão mexicana de “Purple Summer” como a mais bonita que já havia ouvido.
Além do teatro, Sheik lançou vários álbuns, entre eles o autointitulado de estreia, de 1996, que trazia o hit “Barely Breathing”, e o mais recente, “Claptrap”, de 2022. Ele deixa a companheira, Nora Ariffin, e a filha dos dois, Ines.
No momento da morte, Sheik trabalhava no novo musical “Memoirs of Amorous Gentlemen”, com pré-estreias marcadas para a próxima sexta-feira (25) no novo espaço Off-Broadway The Night Egg, no Culture Club. Uma remontagem de “Spring Awakening” também tem estreia prevista Off-Broadway nos próximos meses.
Fonte: NME.
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2026-09-19 06:24:00
