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A divulgação de que Jalen Hurts foi diagnosticado com trombose venosa profunda e embolia pulmonar bilateral, ou seja, coágulos sanguíneos nos dois pulmões, colocou o Philadelphia Eagles sob cobrança por explicações públicas sobre a sequência de decisões médicas que cercou o quarterback. A informação foi confirmada em comunicado conjunto do time e da agente do jogador, Nicole Lynn, que também informou que Hurts está em tratamento com anticoagulantes e não deve ter efeitos de longo prazo.
A cronologia divulgada até agora começa em 4 de outubro, quando Hurts teria levado uma pisada com trava na panturrilha esquerda no jogo contra o Los Angeles Rams. Ele buscou tratamento pela primeira vez em 8 de outubro. Dois dias depois, em Londres, um ultrassom revelou um coágulo superficial. Os médicos o liberaram para atuar contra o Jacksonville Jaguars, na capital inglesa, em 11 de outubro. Em 14 de outubro, Hurts participou integralmente do treino preparatório para o duelo contra o Carolina Panthers, marcado para o domingo. Naquela noite, um novo ultrassom apontou movimentação no coágulo.
Em 15 de outubro, o Eagles divulgou nota informando que Hurts desfalcaria a equipe contra os Panthers enquanto os médicos definiam o tratamento adequado. O clube afirmou que a saúde e a segurança do jogador eram prioridade máxima, mas não apresentou prazo para o retorno. No sábado seguinte, o repórter Adam Schefter, da ESPN, noticiou que a franquia não pretendia colocar Hurts na reserva de lesionados, o que exigiria ausência mínima de quatro partidas, e que havia a expectativa de retorno em até um mês. Mais tarde no mesmo dia, Schefter informou que o Eagles mudou de posição e colocou o atleta na lista.
Na segunda-feira, Tom Pelissero, do The Ringer, relatou que Hurts deveria perder o restante da temporada após avaliações médicas mais detalhadas revelarem um quadro mais grave. Em seguida, Pelissero afirmou que os médicos orientaram o quarterback a não dormir após a descoberta do coágulo em Londres, como precaução, e que ele teria ficado cerca de 36 horas sem dormir antes de enfrentar os Jaguars. Horas depois, diante da repercussão, Nicole Lynn apresentou uma “clarificação”: segundo ela, Hurts ficou acordado até a madrugada de domingo sendo avaliado em um hospital, conseguiu dormir ao se reunir novamente ao time e o Eagles reservou um quarto para ele no estádio.
John Clark apresentou outra versão, relatando na segunda-feira que os coágulos nos pulmões foram descobertos na sexta-feira, um dia antes de a ESPN noticiar que o Eagles não planejava colocar Hurts na reserva de lesionados. As informações conflitantes e as mudanças na linha do tempo alimentaram questionamentos sobre se houve erro médico e se o clube priorizou a disputa de um jogo da temporada regular em detrimento da saúde de seu quarterback. São alegações sérias, não fatos estabelecidos.
O cenário também produziu reações públicas. O ex-jogador da NFL Michael Robinson sugeriu que Hurts estaria simulando o coágulo para evitar atuar em um time em má fase. Médicos que analisaram o caso à distância divergiram nas redes sociais sobre como a condição deveria ter sido tratada. Diante disso, cresce a cobrança para que o Eagles aborde o assunto diretamente em entrevista coletiva, explicando as decisões que levaram à liberação do jogador e apresentando uma cronologia coerente, sem necessidade de expor todos os detalhes de seu histórico médico privado.
Leia mais aqui em inglês: https://www.foxnews.com/outkick-sports/eagles-owe-jalen-hurts-address-serious-allegations.
Fonte: Fox News.
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2026-10-19 18:46:00


