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As emissões de gases de efeito estufa no Brasil recuaram 6% em 2025, segundo dados do Observatório do Clima. Com o resultado, a poluição climática bruta do país chegou ao menor patamar desde 2018, e o Brasil registrou a terceira queda consecutiva nas emissões, após reduções de 12% em 2023 e de 13% em 2024. O levantamento estima ainda redução também em 2026.
A queda percentual foi influenciada sobretudo pela redução do desmatamento. No ano passado, as emissões brutas nacionais ficaram em pouco mais de 2 bilhões de toneladas de CO₂ equivalente, contra aproximadamente 2,2 bilhões de toneladas em 2024. O CO₂ equivalente é uma unidade que padroniza o impacto de diferentes gases de efeito estufa no aquecimento global, convertendo a emissão de gases como metano e óxido nitroso na quantidade de dióxido de carbono que geraria o mesmo efeito de aquecimento ao longo de cem anos.
O coordenador do Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa do Observatório do Clima, David Tsai, detalhou a distribuição das emissões por setor. Segundo ele, a mudança de uso da terra continua sendo o setor mais emissor, com 39% do total, respondendo o desmatamento pela maior parte. Em seguida vem o setor agropecuário, com 30%, e o de energia, com 21%, no qual estão contabilizados os transportes. Resíduos e processos industriais aparecem com 5% cada um; nos resíduos predominam as emissões de aterros e lixões, e nos processos industriais, a produção de metais.
De acordo com o levantamento, o Brasil ficou próximo de cumprir sua Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC) no âmbito do Acordo de Paris. Pelo tratado global, o governo brasileiro comprometeu-se a reduzir em 37% as emissões de gases de efeito estufa em 2025 na comparação com os níveis de 2005. Segundo o estudo, o país ficou a 85 milhões de toneladas de atingir a meta climática.
Ambientalistas da sociedade civil que integram o Observatório do Clima avaliam que, se não fosse a disparada do desmatamento entre 2019 e 2022, a meta provavelmente teria sido cumprida e até mesmo ultrapassada no ano passado.
Análise WeekNews: A terceira queda consecutiva reforça a relação entre desmatamento e emissões apontada pelo próprio levantamento, já que a mudança de uso da terra responde por 39% do total. A distância de 85 milhões de toneladas para a meta de Paris indica que o país chegou perto do compromisso, mas a avaliação dos ambientalistas sugere que o resultado poderia ter sido diferente sem o aumento do desmatamento no período entre 2019 e 2022.
Fonte: Agência Brasil.
