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Colin Kaepernick reafirmou, em entrevista a um podcast conduzido pelo ex-comentarista da ESPN Ryan Clark nesta semana, sua comparação entre o processo de recrutamento da NFL e o tráfico de escravos. O ex-quarterback já havia feito essa analogia em uma série da Netflix em 2021.
Durante a conversa, Clark perguntou a Kaepernick quando ele começou a perceber que o combine — a avaliação física de jogadores universitários antes do draft — o lembrava do tráfico de escravos. Kaepernick respondeu que a experiência chega a um ponto em que o atleta precisa “tirar a roupa até a cueca” e que aquilo “parece um mercado de carne”. Ele acrescentou que, em 2011, quando participou do Scouting Combine, não tinha “perspectiva histórica” para entender o que hoje considera um “paralelo” com um leilão de escravos.
A pergunta de Clark não contestou a premissa de Kaepernick nem pediu que ele a fundamentasse. Em vez disso, segundo a descrição da entrevista, o apresentador conduziu o entrevistado para a resposta desejada ao perguntar “quando” ele percebeu a semelhança, e assentiu enquanto Kaepernick afirmava que o draft e os leilões de escravos fazem parte do “mesmo processo”.
O OutKick procurou Clark na terça-feira para perguntar sobre sua pergunta a Kaepernick e se ele concorda com a analogia. Clark não respondeu até o momento da publicação. O veículo afirmou que atualizará a reportagem caso ele se manifeste.
A comparação feita por Kaepernick é contestada por críticos, que a consideram indefensável por equiparar os horrores da escravidão a uma carreira na NFL que paga milhões de dólares por ano. Na avaliação publicada, Clark, como entrevistador, tinha a responsabilidade de apontar o que é descrito como absurdo da afirmação, mas não cumpriu esse papel.
Clark jogou 13 temporadas na NFL, carreira que afirma reverenciar, e participou do mesmo processo que Kaepernick caracterizou como exploratório. O texto observa que dificilmente Clark veria seu tempo na liga como comparável à servidão.
Análise WeekNews: A ausência de resposta de Clark até a publicação mantém em aberto se ele endossa ou não a analogia. O episódio evidencia que a comparação de Kaepernick, feita originalmente em 2021, continua gerando debate público e sendo reafirmada por ele em novas entrevistas, sem que entrevistadores a contestem de forma direta.
Leia mais aqui em inglês: https://www.foxnews.com/outkick-sports/why-ryan-clark-not-push-back-colin-kaepernick-comparing-nfl-slavery-interview.
Fonte: Fox News.
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2026-09-22 17:54:00



