
World Soccer Talk.
A Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF) está finalizando a renovação do contrato de Luis de la Fuente como técnico da seleção da Espanha. O novo vínculo, que deve ser formalizado após o anúncio da lista de convocados para a próxima janela, elevará o salário anual do treinador a um patamar entre 4 milhões e 5 milhões de euros brutos por temporada, segundo informou a emissora espanhola Cadena SER.
O presidente da RFEF, Rafael Louzan, confirmou nesta quarta-feira (16), durante o World Football Summit, que a federação trabalha para manter De la Fuente por mais tempo. Segundo declarações reproduzidas pelo jornal Diario AS, Louzan afirmou que o treinador merece a valorização: “Os resultados e o trabalho dele o respaldam… e o público o ama e o admira. Ofereci a renovação porque ele não estava entre os dez primeiros em termos financeiros. Ele estará. Estamos finalizando o acordo para que ele fique mais alguns anos. Ele está aqui há 14 anos e quero que ele possa encerrar a carreira aqui. Ele ficará até 2030… ou um pouco mais.”
O contrato atual de De la Fuente tinha validade até 2028, mas os títulos consecutivos da Eurocopa de 2024 e da Copa do Mundo de 2026 pesaram a favor de um compromisso de longo prazo. A expectativa é de que a extensão seja finalizada até 2032, embora o anúncio oficial ainda dependa da coletiva de imprensa que o treinador dará na sexta-feira (18), às 11h30 no horário local, para divulgar os convocados para o início da Liga das Nações. A entrevista coletiva está marcada para as 12h30.
Além do aumento salarial para o treinador, a Cadena SER informou que De la Fuente também negociou reajustes para sua comissão técnica.
Com os novos valores, o treinador espanhol ultrapassa Lionel Scaloni, da Argentina, que conquistou a Copa América em duas edições consecutivas e a Copa do Mundo de 2022. O contrato de Scaloni após o Mundial é estimado em cerca de 2,6 milhões de euros por ano, o que significa que os novos termos de De la Fuente praticamente dobram os do argentino.
Ainda assim, o espanhol permanece distante de Carlo Ancelotti, que comanda a seleção do Brasil. O italiano, que renovou com a CBF até 2030 antes da Copa do Mundo, recebe cerca de 10 milhões de euros anuais, valor que inclui bônus por desempenho, jatinho particular e moradia de luxo no Rio de Janeiro, próxima à sede da confederação.
Com os novos vencimentos de De la Fuente, a lista dos cinco técnicos de seleções mais bem pagos do futebol internacional fica assim: Carlo Ancelotti (Brasil), com 10 milhões de euros; Jurgen Klopp (Alemanha), com 7 milhões de euros; Mauricio Pochettino (Estados Unidos), com 6 milhões de euros; Thomas Tuchel (Inglaterra), com 5,8 milhões de euros; e Luis de la Fuente (Espanha), com 4 a 5 milhões de euros.
Análise WeekNews: A valorização de De la Fuente acompanha diretamente os resultados esportivos obtidos por ele à frente da seleção espanhola, com os títulos da Eurocopa de 2024 e da Copa do Mundo de 2026. A decisão da RFEF de estender o vínculo até 2032, anunciada por Louzan, indica que a federação aposta na continuidade do trabalho como parte da preparação para o ciclo da Copa do Mundo de 2030, que será organizada em conjunto por Espanha, Portugal e Marrocos. A diferença salarial em relação a Ancelotti, no entanto, mantém o treinador espanhol em um patamar financeiro inferior ao do comandante da seleção brasileira, mesmo após a conquista mundial.
Leia mais aqui em inglês: https://worldsoccertalk.com/news/luis-de-la-fuentes-new-spain-deal-makes-him-better-paid-than-argentinas-scaloni-but-still-far-below-brazils-ancelotti/.
Fonte: World Soccer Talk.
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2026-09-16 22:48:00
