Espanha aposta em juventude, Argentina confia em Messi na final da Copa 2026

Espanha aposta em juventude, Argentina confia em Messi na final da Copa 2026
Fonte da imagem: Agência Brasil


A final da Copa do Mundo de 2026 será disputada neste domingo (19), às 16h, em Nova York, entre Espanha e Argentina, as duas primeiras colocadas no ranking da Fifa. O confronto reúne estilos semelhantes, e os comentaristas da TV Brasil (EBC) apontam que eventuais erros no gramado podem definir o campeão.

O comentarista Bruno Mendes destaca que a seleção espanhola, a La Roja, é mais jovem, o que pode ser uma vantagem diante do calor registrado nas partidas nos Estados Unidos. Apesar de o estádio em Nova York ser climatizado, o fator climático exige mais do físico dos jogadores. “São dois times muito técnicos, mas a média de idade, talvez, faça essa diferença”, analisou Mendes. “Pode favorecer a Espanha ter um time mais jovem que, em tese, tem condições melhores de enfrentar o calor”, disse. “A Argentina vem de desgastes grandes nas últimas partidas, com duas prorrogações e um jogo anterior apertado. A Espanha não”, pontuou.

Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Round of 32 - Spain v Austria - Los Angeles Stadium, Inglewood, California, U.S. - July 2, 2026 Spain
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Por outro lado, a Argentina conta com jogadores mais experientes e, principalmente, Lionel Messi, o maior artilheiro da história das Copas e o melhor jogador de futebol da atualidade. Ele é o trunfo para a atual campeã — que venceu em 2022, no Catar — buscar o bicampeonato e se tornar tetracampeã. A comentarista Rachel Motta, historiadora da TV Brasil, destacou que Messi é o responsável pelas principais jogadas, conhece bem o time e lidera. Ela lembrou a participação do jogador nos dois gols da vitória contra a Inglaterra. Motta identifica outra vantagem argentina: a “raça”, que significa comprometimento e entrega até o apito final.

“Se nos basearmos nos números, será um confronto equilibrado”, avaliou Motta, lembrando que os dois times já se enfrentaram 14 vezes, sendo uma em Copa, com seis vitórias para cada lado e dois empates. “Mas a Argentina joga com raça, que é difícil de traduzir, por isso, é uma final em aberto”, ponderou.

Se a Espanha vencer, a equipe masculina igualará o feito da seleção feminina, atual campeã mundial, e se tornará bicampeã. A seleção masculina espanhola só ganhou a Copa uma vez, em 2010, quando venceu a Holanda por 1 a 0, na África do Sul. Em campo, a Espanha contará com o jovem prodígio Lamine Yamal, que faz sua estreia na competição. Há dezoito anos, ele teve um primeiro encontro inusitado com Messi: o argentino, então com 19 anos, apareceu em uma fotografia para uma campanha beneficente dando banho em um bebê negro, que hoje é o artilheiro da Espanha, Yamal.

O resultado se aproximará do ranking da Fifa, liderado pela Argentina, com a Espanha em segundo lugar. A França e a Inglaterra, que disputam o terceiro lugar no sábado (18), às 18h, em Miami, estão na terceira e quarta posições, respectivamente. “A zebra não chegou na fase final”, brincou Motta.

Além da taça, no domingo serão anunciados os prêmios individuais: Bola de Ouro (melhor jogador), Luva de Ouro (melhor goleiro) e Chuteira de Ouro (artilheiro). Messi lidera a artilharia, com oito gols. Kylian Mbappé, da França, está logo atrás e pode superar o argentino durante a disputa de terceiro lugar.

Com a partida final em Nova York, chega ao fim a primeira Copa do Mundo realizada em três países — Estados Unidos, México e Canadá. O torneio ampliou o número de participantes para 48 seleções, permitindo a estreia de equipes como Cabo Verde, do goleiro Vozinha, que fez história ao não tomar nenhum gol da agora finalista Espanha. Os jogos foram marcados pela organização defensiva aliada à eficiência. Tiveram vantagem os times que conseguiram controlar o passe de bola sem deixar de marcar, o que não foi o caso do Brasil, eliminado nas oitavas de final. Contra-ataques rápidos e bolas aéreas foram decisivos.

A próxima Copa será entre 8 de junho e 21 de julho de 2030 e celebrará o centenário da competição. Os jogos serão na Espanha, Portugal e Marrocos, mas a América do Sul também receberá partidas. Uruguai, Argentina e Paraguai devem sediar os jogos.

Antes disso, em 2027, o Brasil recebe a Copa do Mundo Feminina de Futebol. Será a primeira vez do torneio na América do Sul, com 32 seleções entre 24 de junho e 25 de julho. Os jogos serão em oito cidades: Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo. Interessados já podem se cadastrar no site da Fifa para receber informações sobre ingressos, categorias e etapas da competição.

Fonte: Agência Brasil.

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