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A ESPN divulgou um comunicado para responder às acusações do ex-funcionário Dan Le Batard, que afirmou que a emissora mantém uma suposta preferência racial branca em suas contratações e promoções. Na nota enviada ao Awful Announcing, a rede classificou a acusação como “simplesmente uma caracterização imprecisa e irresponsável da ESPN, do nosso talento e da liderança de talentos”.
A emissora acrescentou que possui “o elenco de comentaristas mais profundo e diverso do setor, trazendo uma ampla gama de especialidades, experiências e perspectivas à nossa cobertura” e afirmou estar orgulhosa da equipe que construiu, comprometendo-se a continuar investindo em novas vozes.
Le Batard havia alegado na semana passada que a ESPN paga e promove “apenas” comentaristas brancos no ar. Ele citou como exemplos renovações de contrato recentes de Joe Buck, Pat McAfee, Josh Pate, Rich Eisen, os Golics, Jason Kelce e Peter Schrager.
A acusação, no entanto, é contrariada por uma série de exemplos de talentos negros que receberam contratos lucrativos e promoções significativas na emissora nos últimos anos. Entre eles estão Stephen A. Smith, Michael Wilbon, Malika Andrews, Monica McNutt, Marcus Spears, Jason McCourty e Kendrick Perkins, além de vários outros. Segundo o material, os telespectadores têm mais probabilidade de encontrar um elenco totalmente negro de comentaristas na ESPN — inclusive na programação de estúdio da WNBA — do que o contrário.
Le Batard é dono da Meadowlark Media, empresa de mídia que, segundo o texto, emprega uma equipe formada quase inteiramente por homens brancos. Ele não respondeu ao pedido de comentário feito pela reportagem.
O material também afirma que, entre 2020 e 2023, agentes de talentos reconheceram que clientes brancos, especialmente homens brancos, estavam efetivamente inelegíveis para promoção por causa de iniciativas de diversidade.
A resposta pública da ESPN a esse tipo de crítica é considerada incomum no setor. A emissora, segundo o texto, merece crédito por enfrentar diretamente as acusações de Le Batard, em vez de deixá-las sem resposta.
O material menciona ainda que a gestão da ESPN tende a reagir a acusações de racismo, mesmo quando infundadas. Como exemplo, cita a recontratação de Stan Verrett pelo executivo Burke Magnus, aparentemente em resposta a Ryan Clark, que culpou o racismo por sua demissão — o que, segundo o texto, não foi o motivo real. A reportagem especula que Magnus poderia responder às acusações de Le Batard promovendo ou pagando em excesso talentos negros aleatórios, ou recontratando figuras como Mark Jones ou Jemele Hill, mas ressalva que, se tivesse firmeza, o executivo deveria continuar movendo a ESPN em direção a um sistema meritocrático.
Análise WeekNews: A resposta pública da ESPN é um movimento raro entre grandes redes de mídia, que costumam evitar comentar acusações desse tipo. Ao rebater a alegação com uma lista de nomes e contratos, a emissora desloca o debate para o terreno dos fatos verificáveis e expõe a contradição entre o discurso de Le Batard e a composição de sua própria empresa. O episódio também evidencia como acusações de racismo, mesmo sem sustentação, podem gerar pressão sobre gestores e influenciar decisões de contratação e promoção no setor.
Leia mais aqui em inglês: https://www.foxnews.com/outkick-sports/espn-deserves-credit-pushing-back-dan-le-batard-false-accusation-racism.
Fonte: Fox News.
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2026-09-21 18:11:00


