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Laura Brand, esposa de Russell Brand, prestou depoimento nesta quinta-feira como testemunha de defesa no julgamento em que o comediante e ator responde a acusações de estupro e agressão sexual. O depoimento ocorreu um dia após o próprio Brand, de 51 anos, testemunhar no processo.
Ele é acusado de três crimes de estupro, três de agressão sexual e um de tentativa de atentado ao pudor, envolvendo seis mulheres, em episódios ocorridos entre 1999 e 2009. Brand se declarou inocente de todas as acusações e nega veementemente as alegações. Segundo a Sky News, ele reconheceu ter sido “imprudente” e ter usado a fama para buscar relacionamentos sexuais, mas sustentou que os encontros foram consensuais. Disse ainda ao júri que o consentimento era “fundamental, essencial e necessário”.
Durante o depoimento, Laura, mãe de três filhos, falou sobre o início do relacionamento. Os dois se conheceram quando ela tinha 19 anos e ele, 31. Começaram a namorar em 2006, mas se separaram no ano seguinte, segundo a Sky News, por causa da dificuldade de Brand com a monogamia e da “inexperiência” dela.
“Quando o conheci, eu sabia que ele gostava de mulheres e, na segunda metade daquele ano, percebi que ele estava se envolvendo com outras mulheres”, afirmou Laura ao tribunal. “Eu não tinha interesse em ter um relacionamento com ele se ele estivesse dormindo com outras pessoas. Eu estava envolvida; nós dois tínhamos dito que nos amávamos, mas estava claro que era difícil para ele ser monogâmico.”
O casal reatou em 2015 e se casou em 2017. Laura descreveu o marido como “atencioso e gentil, um pai maravilhoso para nossos filhos e um marido incrível e atencioso”, acrescentando que ele tem um “olhar para detalhes que nunca conheci antes”. “Sinto que ele me enxerga de verdade”, disse. “Temos um relacionamento e um casamento muito honestos, francos e claros. Nosso relacionamento sempre foi baseado na honestidade. Amo muito ele.”
De acordo com a emissora, houve um breve momento de tensão quando o advogado de defesa Ian Winter perguntou a Laura sobre sua “visão a respeito da veracidade das alegações”. O juiz interveio rapidamente, dizendo ao advogado que Laura não era testemunha especialista. O júri foi temporariamente retirado da sala.
A acusação sustenta que Brand cometeu os crimes contra seis mulheres ao longo de dez anos. As mulheres prestaram depoimento no tribunal sobre supostos encontros em um hotel, um bar, uma emissora de rádio, um local de trabalho e na casa de Brand. Ele nega ter forçado qualquer uma delas a participar de atividade sexual contra a vontade.
Em vídeo publicado no X no ano passado, Brand agradeceu o apoio dos fãs e criticou o governo britânico e o sistema jurídico antes de tratar das acusações. Disse que “era um tolo antes de viver na luz do Senhor”, que foi “viciado em drogas, viciado em sexo e um imbecil, mas nunca fui estuprador”. “Nunca me envolvi em atividade não consensual. Rezo para que vocês possam ver isso olhando nos meus olhos”, afirmou, acrescentando que teria “a oportunidade de me defender dessas acusações em tribunal” e que era “incrivelmente grato por isso”.
Segundo a polícia, os detetives começaram a investigar Brand depois que as alegações foram tornadas públicas pelos veículos britânicos Channel 4 e The Sunday Times, em setembro de 2023. As duas redações fizeram uma investigação conjunta que resultou em uma longa reportagem no site do jornal e em um episódio da série documental “Dispatches”, chamado “Russell Brand: In Plain Sight”. Ambos continham denúncias anônimas de mulheres que acusavam Brand de abuso físico e emocional e bullying, além de alguns casos de agressão sexual.
Brand negou as alegações logo após elas virem a público, em um vídeo nas redes sociais, afirmando que seus relacionamentos foram “sempre consensuais”. Ele disse ter recebido questionamentos da imprensa sobre “uma série de ataques extremamente graves e agressivos” e que, entre eles, havia “alegações muito sérias que refuto absolutamente”. Segundo ele, os encontros ocorreram em um “período de promiscuidade”, mas foram “sempre consensuais”, e ele “sempre foi transparente sobre isso, quase transparente demais”. “Ver essa transparência se transformar em algo criminoso, o que nego absolutamente, me faz questionar: há outra agenda em jogo?”, perguntou.
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Fonte: Fox News.
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2026-10-29 17:47:00
