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Novos detalhes sobre a operação de tráfico de cocaína envolvendo fraternidades da Universidade Estadual da Pensilvânia (Penn State) vieram à tona nesta semana. De acordo com documentos judiciais, os suspeitos usavam aplicativos como Cash App e Snapchat para realizar transações de drogas, incluindo a compra, embalagem, transporte, venda e distribuição de cocaína.
As acusações fazem parte de um esquema que resultou na denúncia de 14 pessoas, entre elas Agostino Abbatiello, de 24 anos, apontado como o suposto líder do esquema e apelidado online de “Pablo Pledgescobar”. Abbatiello se entregou às autoridades na manhã de terça-feira, segundo o procurador-geral da Pensilvânia, Dave Sunday. Ele foi ouvido e teve a fiança negada.
Os documentos do grande júri detalham que uma das vendas envolveu o envio de cerca de US$ 30 mil via Cash App por um dos supostos associados de Abbatiello em troca de drogas. O suspeito também teria usado o Snapchat “para facilitar a entrega de cocaína a pessoas conhecidas”, conforme consta nos autos.
Dois outros acusados, Thomas Michael Robinson, de 23 anos, e Mohammed Huraibi, de 22 anos, também teriam utilizado o Snapchat para transações de cocaína. Uma queixa criminal afirma que Huraibi testemunhou perante o grande júri que, no outono de 2023, ele organizou a primeira compra de cocaína de Abbatiello usando o aplicativo de mensagens.
Outro documento aponta que Robinson teria “facilitado a entrega de cocaína suspeita” usando o nome de usuário “Tommy Robinson” no Snapchat em 2024. O acordo, segundo o documento, era comprar cerca de 100 gramas de cocaína por US$ 4 mil. Robinson e Huraibi teriam contribuído com dinheiro para a compra, e Abbatiello teria levado as drogas até a fraternidade Delta Upsilon e entregue os 100 gramas a Huraibi em troca do pagamento em espécie.
As acusações envolvem as fraternidades Delta Upsilon e Sigma Chi, e os suspeitos são acusados de operar um esquema de tráfico de cocaína em vários estados, com drogas supostamente importadas de Nova York e Filadélfia. A mãe de uma vítima de trote, Evelyn Piazza, que se tornou ativista contra o hazing, comentou o caso após a descoberta do esquema, relacionando o tráfico às práticas de trote nas fraternidades.
O procurador-geral Dave Sunday anunciou a acusação formal contra Abbatiello e os outros 13 réus. As investigações continuam em andamento, e as autoridades não descartam novas prisões. Até o momento, não há informações sobre a defesa dos acusados ou se eles se pronunciaram publicamente sobre as alegações.
O caso ganhou repercussão nacional e reacendeu o debate sobre a cultura das fraternidades nos Estados Unidos, especialmente em relação ao trote e ao uso de drogas. As autoridades reforçaram a importância de denúncias anônimas e de canais de comunicação para combater o tráfico e o hazing nas universidades.
A Penn State, por sua vez, ainda não se manifestou oficialmente sobre as acusações. A universidade já havia implementado medidas mais rígidas contra o trote após casos anteriores de violência e hospitalizações de estudantes. O caso segue sob investigação do Ministério Público da Pensilvânia, que deve apresentar novas evidências nas próximas semanas.
Leia mais aqui em inglês: https://www.foxnews.com/us/penn-state-frat-cocaine-ring-suspects-allegedly-used-cash-app-snapchat-arrange-drug-deals.
Fonte: Fox News.
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2026-08-19 16:40:00
