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O ex-secretário de imprensa da ex-primeira-dama Jill Biden, Michael LaRosa, anunciou que não apoiará o candidato democrata ao Senado por Michigan, Abdul El-Sayed, citando a recusa do candidato em se distanciar do streamer de extrema esquerda Hasan Piker, que fez comentários polêmicos sobre os ataques de 11 de setembro de 2001. A declaração de LaRosa representa uma ruptura incomum dentro do Partido Democrata, em um momento em que a legenda enfrenta divisões internas sobre extremismo e os limites do discurso político aceitável.
LaRosa, que atuou como secretário de imprensa da ex-primeira-dama Jill Biden, fez a crítica em uma publicação nas redes sociais, respondendo a relatos de que estaria apoiando o republicano Mike Rogers na disputa pelo Senado em Michigan, em vez de El-Sayed. A decisão de LaRosa de apoiar um republicano em detrimento de um democrata surpreendeu colegas de partido e evidenciou as tensões que podem levar eleitores democratas tradicionais a cruzarem a linha partidária em eleições decisivas.
No centro das críticas de LaRosa está a associação de El-Sayed com Hasan Piker, um streamer de esquerda que, durante uma transmissão ao vivo em 2019, disse que “a América mereceu o 11 de setembro”. A declaração de Piker gerou ampla condenação na época, e El-Sayed, que fez campanha ao lado do streamer, tem argumentado que aparecer com ele não significa endossar todas as suas opiniões. Quando questionado sobre o assunto, El-Sayed afirmou que não concorda com tudo o que Piker diz, mas não o condenou explicitamente pelas declarações sobre os ataques terroristas.
Para LaRosa, a controvérsia é profundamente pessoal. Ele revelou que a mãe de seu melhor amigo morreu em 11 de setembro de 2001, após pular do 95º andar do World Trade Center, preferindo essa morte a permanecer no prédio em chamas. Em sua publicação, LaRosa escreveu: “Não defenderei nem apoiarei alguém que é covarde demais para enfrentar extremistas que acham que a mãe do meu melhor amigo, que pulou de 95 andares porque a alternativa era pior, mereceu o que aconteceu com ela. O único crime dela foi ter ido trabalhar naquela manhã”.
LaRosa concluiu acusando El-Sayed de se recusar a enfrentar “o cara que diz que ela ‘mereceu’ o que aconteceu naquela manhã em que ela foi trabalhar”. A declaração de LaRosa vai além de um simples desentendimento entre dois democratas; ela expõe uma crescente divisão dentro do partido sobre como lidar com figuras extremistas e até onde vai a tolerância em nome da unidade partidária. Essas divisões podem, segundo analistas, empurrar democratas de longa data para o lado republicano em disputas importantes.
A disputa no Senado de Michigan é considerada crucial para o equilíbrio de poder em Washington, e mesmo uma pequena erosão no apoio democrata pode ser decisiva. A recusa de LaRosa em apoiar El-Sayed, um candidato que conta com o apoio de alas progressistas e de figuras como Piker, pode influenciar outros democratas moderados que se sentem desconfortáveis com as associações do candidato.
El-Sayed, que é médico e ex-comissário de saúde de Detroit, tem buscado se apresentar como um candidato progressista capaz de unir diferentes alas do partido. No entanto, sua proximidade com Piker, que também já pediu que democratas que se opõem a El-Sayed sejam “punidos”, tem sido usada por adversários para questionar seu julgamento e seus valores.
A situação ganhou contornos ainda mais delicados porque LaRosa não é uma figura qualquer dentro do Partido Democrata. Como ex-secretário de imprensa de Jill Biden, ele tem trânsito nos círculos mais altos da política nacional, e sua decisão de apoiar um republicano pode ser vista como um sinal de descontentamento com a direção que o partido vem tomando em relação a temas como extremismo e tolerância a discursos de ódio.
Até o momento, El-Sayed não respondeu diretamente às críticas de LaRosa, mas sua campanha já havia enfrentado questionamentos sobre a associação com Piker. Em entrevistas anteriores, El-Sayed disse que não concorda com tudo o que Piker diz, mas defendeu o direito de dialogar com diferentes vozes dentro da esquerda. Essa postura, no entanto, não foi suficiente para acalmar os críticos, que veem na falta de uma condenação clara das declarações sobre o 11 de setembro um sinal de fraqueza.
A eleição para o Senado em Michigan está marcada para novembro, e a disputa entre El-Sayed e Rogers promete ser acirrada. Com a recusa de LaRosa em apoiar o candidato democrata, a campanha de El-Sayed pode enfrentar dificuldades adicionais para conquistar eleitores moderados, que podem se sentir desconfortáveis com as associações do candidato. A decisão de LaRosa também pode abrir espaço para que outros democratas moderados sigam o mesmo caminho, enfraquecendo ainda mais a base de apoio de El-Sayed em um estado que pode ser decisivo para o controle do Senado.
Enquanto isso, a polêmica em torno de Piker continua a gerar repercussão, com críticos apontando que a falta de punição ou repúdio por parte de El-Sayed pode ser interpretada como uma tolerância implícita a discursos extremistas. A situação evidencia os desafios que o Partido Democrata enfrenta para equilibrar suas alas progressista e moderada, especialmente em um momento em que a polarização política atinge níveis elevados nos Estados Unidos.
Leia mais aqui em inglês: https://www.foxnews.com/politics/biden-world-veteran-issues-stark-warning-abdul-el-sayed-crosses-party-lines.
Fonte: Fox News.
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2026-08-09 13:24:00


