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A ex-diretora do Intelligence Project do Southern Poverty Law Center (SPLC), Heidi Beirich, foi presa na Califórnia na última quarta-feira, em meio a um caso que já dura meses e envolve acusações de que a organização teria desviado dinheiro de doadores para financiar grupos de ódio. A prisão faz parte de uma investigação mais ampla que começou em abril, quando um indiciamento de 22 páginas apontou que o SPLC estaria repassando fundos a organizações racistas.
De acordo com os promotores, Beirich teria supervisionado os pagamentos a um informante identificado como “F-9”, que se infiltrou na Aliança Nacional, um grupo neonazista. Esse informante teria recebido mais de US$ 1,2 milhão do SPLC durante o período coberto pelo indiciamento. As acusações incluem conspiração para cometer fraude eletrônica, conspiração para apresentar declarações falsas a um banco segurado pelo governo federal e conspiração para ocultar lavagem de dinheiro.
A defesa de Beirich argumenta que as alegações são um mal-entendido sobre seu trabalho de monitoramento de grupos de ódio. Beirich ingressou no SPLC em 1999 como redatora sênior e, ao longo dos anos, subiu na hierarquia até se tornar diretora do Intelligence Project em 2012. Ela deixou a organização em 2019 para fundar o Global Project Against Hate and Extremism. Durante sua gestão, ela dirigiu pesquisas, supervisionou publicações como o Intelligence Report e o Hatewatch, e participou de diversas aparições na mídia.
O indiciamento alega que, sem o conhecimento dos doadores, parte do dinheiro doado foi usada para financiar líderes e organizadores de grupos racistas, incluindo a Ku Klux Klan, a Aryan Nation e a Aliança Nacional. Os informantes pagos pelo SPLC, chamados de “fontes de campo”, teriam promovido ativamente esses grupos ao mesmo tempo em que a organização os denunciava em seu site.
Os promotores também afirmam que o dinheiro dos doadores foi usado para participar e sediar comícios extremistas, recrutar membros, expandir e criar capítulos de grupos extremistas, publicar literatura extremista e comprar materiais para vestes, capuzes e cruzes em chamas da KKK. Além disso, o indiciamento menciona que dois membros da KKK que queriam sair do movimento foram incentivados pelo SPLC a permanecer, recebendo pagamentos mensais e despesas.
A prisão de Beirich ocorre depois que o Center for American Progress (CAP), um think tank de esquerda, a elogiou como especialista em extremismo durante um evento em 2018. Na ocasião, Neera Tanden, então CEO do CAP e figura ligada ao Partido Democrata, descreveu Beirich como uma das “líderes incríveis que se dedicam a combater a propagação do extremismo e do discurso de ódio online”. Henry Fernandez, então membro sênior do CAP, também a elogiou, afirmando que ela era “provavelmente a maior especialista do país em várias formas de extremismo, incluindo os movimentos supremacistas brancos, nativistas e neoconfederados, bem como o racismo na academia”.
Fernandez também destacou o trabalho do SPLC na identificação de grupos de ódio, dizendo: “Mesmo que você não saiba quem é Heidi Beirich, você sabe, porque ela lidera o Intelligence Project do Southern Poverty Law Center, que publica o premiado intelligence report. Eles são a principal organização que identifica quais grupos de ódio existem no país”.
O caso ganhou repercussão após um grupo conservador, alvo de um ataque terrorista inspirado pelo SPLC, exigir reparação após o indiciamento do Departamento de Justiça. O grupo afirmou que o SPLC teria financiado e promovido grupos de ódio, o que teria contribuído para o ataque.
Representantes do CAP não responderam imediatamente aos pedidos de comentário sobre se continuariam trabalhando com Beirich no futuro ou quando foi a última vez que ela colaborou com o grupo. A Fox News contribuiu com informações para esta reportagem.
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Fonte: Fox News.
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2026-08-13 07:30:00
