
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, determinou nesta sexta-feira (9) que a Polícia Federal investigue as ameaças de morte dirigidas ao ministro Flávio Dino. A decisão foi tomada depois que o próprio Dino divulgou em suas redes sociais mensagens em que foi ameaçado. As mesmas mensagens também atingiram outros ministros da Corte.
Em nota, o STF informou que o tribunal acompanha com atenção a segurança de seus integrantes e que seguirá em articulação com os órgãos competentes para assegurar a proteção dos membros da Corte. Não foram divulgados detalhes sobre o conteúdo das mensagens, a autoria das ameaças ou o número de ministros citados.
Diante das ameaças, Flávio Dino afirmou que não pretende mudar sua atuação como magistrado. “Se um juiz passar a ter medo de decidir um processo, à vista do suposto risco de sofrer perseguições pessoais, não existe mais Poder Judiciário. Nem Constituição”, escreveu o ministro na publicação.
A apuração das ameaças ocorre em meio a outro procedimento que envolve a Corte. Fachin manifestou recentemente a intenção de arquivar o inquérito das Fake News, investigação que tramita no STF. Dino também já havia exposto um relatório que apontava ameaça de assassinato contra ministros do tribunal.
Análise WeekNews: a determinação do presidente do STF para que a Polícia Federal apure as ameaças ocorre no mesmo dia em que o próprio ministro ameaçado tornou públicas as mensagens recebidas. O episódio reforça a preocupação institucional com a segurança dos integrantes da Corte, tema que já havia aparecido em relatório divulgado por Dino. A resposta de Dino, que afirmou não alterar sua atuação profissional diante das ameaças, mantém o foco no exercício da função judicial, enquanto a investigação busca identificar os responsáveis.
Fonte: Agência Brasil.
