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O processo de recrutamento para irmandades universitárias nos Estados Unidos, popularizado por vídeos virais nas redes sociais, transformou-se em um negócio lucrativo para consultores especializados. Pais estão desembolsando até US$ 6.500 para preparar suas filhas para a chamada ‘rush week’, com serviços que vão desde a elaboração de currículos até simulações de conversas e eventos que reproduzem as condições reais dos encontros.
Trisha Addicks, fundadora da consultoria It’s All Greek to Me, afirma que o interesse cresceu fora do sul do país, tradicional reduto das irmandades. “Vejo uma grande mudança na geografia das pessoas que procuram nossa empresa: agora são mais do Nordeste, da Califórnia e do Meio-Oeste”, disse à Fox News Digital. Segundo ela, os vídeos virais de ‘rush’ despertaram o desejo de estudantes de outras regiões, que buscam orientação para navegar em um ambiente desconhecido.
Addicks explica que o trabalho é individualizado e inclui obtenção de cartas de recomendação, treino de habilidades de conversação e preparação para situações de alta pressão. Ela rebate a ideia de que o serviço se resume a ditar roupas ou padrões de aparência. Em um dos eventos simulados, as jovens enfrentam calor, chuva e conversas reais com membros ativos, para se familiarizarem com o que encontrarão.
O preço dos serviços ilimitados da consultora subiu para US$ 6.500 por filha, reflexo da demanda crescente. Addicks também atua como mediadora de pais ansiosos durante o processo, que descreve como um período em que muitos “perdem a cabeça”. “De repente, a filha liga chorando, e eles querem ajudar”, conta. A consultora diz que a equipe ajuda a acalmá-los e a orientá-los a seguir em frente.
Outra consultora, Jennifer Carabetta, fundadora da Crush My Rush, cobra US$ 1.500 por cliente e oferece desde a limpeza da presença online até conversas motivacionais. Ela destaca a importância do Instagram no recrutamento: “Os recrutadores olham esses perfis para avaliar quem você é”. Carabetta limitou sua lista a 45 clientes no último ciclo e afirma que, durante o processo, seu papel é principalmente de apoio emocional.
Ela compara o serviço ao de um treinador particular em esportes ou ao de um tutor para o SAT. “Se você está em um time de dança, pode contratar um instrutor particular para melhorar seus passos, e ninguém questiona”, argumenta.
O psicólogo clínico Seth Meyers, no entanto, vê o fenômeno como resultado da “influência social informacional”. “As pessoas pensam: ‘se outros estão contratando consultores, eles devem saber de algo que eu não sei'”, explica. Ele alerta que o alto investimento financeiro pode aumentar o impacto emocional de uma rejeição. “A consequência de ser rejeitada, especialmente depois de tanto esforço, pode ser emocionalmente catastrófica para a jovem”, afirma. Meyers recomenda que os pais preparem as filhas para um plano B e lembra que consultores não substituem apoio psicológico profissional.
Análise WeekNews: O crescimento desse mercado reflete a transformação do recrutamento de irmandades em um processo cada vez mais competitivo e midiatizado, no qual as famílias buscam reduzir incertezas por meio de serviços especializados. A diversificação geográfica da clientela, apontada por Addicks, sugere que a influência dos vídeos virais está ampliando o alcance de uma tradição antes regional. Ao mesmo tempo, a advertência do psicólogo sobre o risco emocional indica que o investimento financeiro pode elevar a pressão sobre as candidatas, exigindo das famílias um equilíbrio entre preparação prática e suporte afetivo.
Leia mais aqui em inglês: https://www.foxnews.com/media/parents-drop-eye-popping-fees-sorority-rush-coaches-get-kids-elite-college-greek-life.
Fonte: Fox News.
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2026-08-27 08:00:00

