
O candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, recebeu nesta quarta-feira (7) o apoio formal da federação União Progressista, composta por União Brasil e Progressistas. O partido Novo, do candidato Romeu Zema, também confirmou adesão à candidatura. O anúncio foi feito durante entrevista coletiva em Brasília.
Zema teve pouco mais de 326 mil votos no primeiro turno, o equivalente a 0,27% do total de votos.
Na coletiva, Flávio Bolsonaro reforçou a intenção de promover alterações na Constituição por meio de Propostas de Emenda à Constituição (PEC). Ele citou questões tributárias e a redução da maioridade penal entre as mudanças que considera necessárias.
“Tem que haver uma reforma no Judiciário. Sou a favor da redução da maioridade penal há bastante tempo, isso tem que ser feito por PEC. Tem pontos da reforma tributária que precisam ser feitos por PEC”, afirmou.
O candidato também defendeu o fim da reeleição. Segundo ele, caso seja eleito, não buscará um novo mandato e levará a proposta ao Congresso Nacional.
“É o Congresso que vai definir os critérios, se vai ser mandato de quatro, de cinco anos; se vai valer só para presidente [da República], se vai valer também para governador. É o processo legislativo que vai ser respeitado e a maioria vai decidir”, disse.
O apoio anunciado ocorre após o desempenho eleitoral do PL nas eleições do último domingo (4). O partido elegeu 28 senadores e 121 deputados federais, a maior bancada da Câmara. Já o PT conquistou os dois assentos da Bahia no Senado, além de uma vaga em Minas Gerais, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe. Na Câmara, a Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, ficou com 88 deputados, seis a mais que na eleição anterior.
Análise WeekNews: A adesão da federação União Progressista e do Novo amplia o arco de alianças em torno da candidatura de Flávio Bolsonaro logo após um resultado eleitoral que deixou o PL com a maior bancada da Câmara e a maior representação no Senado. Esse cenário legislativo é relevante porque as mudanças constitucionais defendidas pelo candidato dependem de PECs, cuja aprovação exige quórum qualificado no Congresso. A proposta de fim da reeleição, por sua vez, se aprovada, alteraria as regras para os próximos pleitos, com efeitos que ainda dependem da definição dos critérios pelo próprio Legislativo.
Fonte: Agência Brasil.
