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A qualidade do ar em Manaus atingiu níveis considerados extremamente críticos no fim de semana, e a fumaça das queimadas levou instituições de ensino da capital amazonense a suspender as atividades presenciais nesta segunda-feira (19). A rede municipal e a rede estadual interromperam as aulas como medida de prevenção aos efeitos da poluição.
Na Universidade do Estado do Amazonas (UEA), as atividades presenciais estão suspensas até o dia 23 de outubro. A Universidade Federal do Amazonas (Ufam) também interrompeu as aulas presenciais nesta segunda e na manhã de terça-feira, nas unidades de Manaus e de Itacoatiara.
As decisões buscam reduzir a exposição de estudantes, professores e servidores à fumaça, que pode agravar problemas respiratórios e provocar irritação nos olhos e nas vias aéreas. A orientação é que a população acompanhe os comunicados oficiais das instituições sobre a retomada das atividades presenciais.
No fim de semana, a concentração de partículas PM2.5 chegou a 500 microgramas por metro cúbico. O valor é 20 vezes superior à referência utilizada para classificar a qualidade do ar como boa, o que representa, segundo a reportagem, um cenário extremamente crítico para a saúde da população.
Análise WeekNews: a suspensão das aulas em diferentes redes e instituições, da municipal à federal, indica que a fumaça deixou de ser um problema ambiental restrito para se tornar uma questão de saúde pública com impacto direto na rotina da capital. O patamar de 500 microgramas por metro cúbico de PM2.5, muito acima da referência de qualidade boa, ajuda a explicar por que as autoridades de ensino optaram pela interrupção das atividades presenciais em vez de manter as aulas com recomendações sanitárias.
Fonte: Agência Brasil.
