Fundador de empresa francesa de IA alerta americanos sobre futuro da França e apoia republicanos

Fundador de empresa francesa de IA alerta americanos sobre futuro da França e apoia republicanos
Fonte da imagem: Fox News (Rawpixel/Getty Images)

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Brivael Le Pogam, cofundador e autodenominado “techno-emperor” da empresa francesa de inteligência artificial Argil, viralizou nesta terça-feira com uma publicação no X em que pede aos seguidores americanos que não votem no Partido Democrata, sob o argumento de que os Estados Unidos seguiriam o mesmo caminho da França. O texto foi compartilhado por comentaristas conservadores e pelo bilionário gestor de fundos Bill Ackman, que o descreveu como “uma leitura importante sobre como evitar que a América se torne a França, feita por um francês”.

Na publicação, Le Pogam afirma falar “do futuro” dos americanos. Ele sustenta que, sob políticos progressistas, a França elevou os gastos públicos a quase 57% do PIB total do país, com o objetivo de oferecer saúde gratuita, ensino superior gratuito e um sistema de bem-estar social robusto. Segundo ele, os resultados foram ruins: a França não aprova um orçamento equilibrado desde 1974, a dívida ultrapassa 3,3 trilhões de euros e os juros dessa dívida vêm se tornando um dos maiores itens do orçamento nacional. Le Pogam também afirma que os hospitais franceses estão em colapso apesar do financiamento recorde, que as escolas perdem posições a cada ano, que jovens formados não conseguem pagar um apartamento na cidade onde nasceram e que os melhores engenheiros deixam o país rumo a Londres, Zurique e São Francisco. “E os ricos que vocês queriam taxar? Eles também foram embora, e levaram os empregos com eles”, escreveu.

Voting people waiting
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O empresário argumenta que a França não votou pelo declínio, mas enfrenta as consequências de 50 anos de impostos e regulamentações, e pede que os americanos não sigam o mesmo caminho. Ele diz amar os Estados Unidos por ser “o único lugar na Terra onde as pessoas ainda acreditam que podem construir algo do zero”, lembrando que chegou ao Vale do Silício como um jovem autodidata e que essa experiência mudou sua vida. “Antes de votar, faça a si mesmo uma pergunta: o programa em que você está votando torna a América mais parecida com a América ou mais parecida com a França? Confie em mim. Você não quer ser a França”, concluiu.

Após a repercussão, Le Pogam publicou novas mensagens respondendo às acusações de que “os democratas não são socialistas” e de que “a América nunca será a França”. Ele afirmou que, nos últimos 25 anos, produtos subsidiados pelo governo, como saúde, educação e moradia, tiveram custos disparados, enquanto bens não financiados por impostos, como celulares e softwares, ficaram mais acessíveis. “Esse é o cavalo de Troia. Sempre funciona da mesma forma. Um problema real. Uma promessa de tom generoso. Um programa que piora as coisas. Depois, o fracasso desse programa se torna o argumento para o próximo”, escreveu. “Na França, estamos no fim dessa estrada. Dívida que nunca poderemos pagar. Jovens que não conseguem comprar uma casa. Nossas melhores pessoas indo embora. E, a cada poucos anos, nossas cidades queimam. Ninguém votou por isso. Votaram por mais uma promessa generosa, cinquenta anos seguidos.”

Em comentário à Fox News Digital, Le Pogam disse manter suas declarações e afirmou que a recepção “tem sido muito positiva no geral”. Ele também manifestou apoio ao Partido Republicano. “Em geral, apoio os republicanos. Acredito que a plataforma deles é atualmente a que melhor protege o dinamismo, a liberdade individual e o espírito empreendedor que tornam a América única — e que a Europa (especialmente a França) abandonou em grande parte”, declarou.

Análise WeekNews: A viralização do texto de Le Pogam ocorre em um momento de debate eleitoral nos Estados Unidos e mostra como argumentos econômicos sobre dívida pública, gastos estatais e emigração de talentos são usados por críticos de políticas progressistas. O fato de o autor ser francês e ter experiência no setor de tecnologia dá à sua mensagem um tom de testemunho pessoal, o que ajuda a explicar a circulação entre comentaristas conservadores e investidores. Trata-se, no entanto, de uma opinião atribuída a um empresário, e não de uma análise econômica independente sobre a França ou os Estados Unidos.

Leia mais aqui em inglês: https://www.foxnews.com/media/french-ai-ceo-warns-americans-voting-democrat-saying-dont-want-be-france.

Fonte: Fox News.

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2026-10-13 22:23:00

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