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A banda nova-iorquina Geese, do Brooklyn, foi a atração principal da noite de abertura do festival End of the Road, realizado na quinta-feira, 3 de setembro, em Larmer Tree Gardens, na fronteira entre Dorset e Wiltshire, no Reino Unido. O show marcou a primeira apresentação do grupo como headliner em um festival europeu e atraiu um público maior do que o habitual para uma quinta-feira no evento, que celebra sua 20ª edição.
O quarteto foi anunciado em junho como o ‘headliner secreto’ da noite. No palco principal, chamado Woods, a banda abriu a apresentação com uma montagem de triunfos esportivos, a mesma exibida no Reading Festival na semana anterior, encerrada com um trecho do famoso esquete de Mitchell e Webb, em que um dos comediantes pede ao espectador para ‘assistir ao futebol’.
O repertório foi fortemente baseado no álbum ‘Getting Killed’, lançado em 2025, e trouxe uma abordagem mais experimental do que a apresentação no Reading. A faixa ‘Husbands’, por exemplo, ganhou um solo de guitarra ainda mais lento que o da versão de estúdio, enquanto ‘Long Island City Here I Come’ foi adornada com um ritmo inspirado no samba. Durante ‘Trinidad’, o vocalista Cameron Winter pareceu improvisar versos sobre uma pessoa que descobre a traição do marido: ‘Encontrei a porra do celular do meu marido / Ele diz que é para jogos… Seu bastardo’.
Apesar do clima mais experimental, houve momentos de alta energia. Uma roda de mosh se formou durante ‘Trinidad’, o público cantou junto em ‘I See Myself’ e alguns fãs subiram nos ombros de outros durante ‘Au Pays Du Cocaine’. Winter manteve pouca interação com a plateia, mas comentou: ‘Tem muita gente aqui. Meu Deus! Obrigado por virem’. Em certo momento, tentou conversar com um fã na primeira fileira, mas desistiu por não conseguir ouvi-lo. ‘Essa é uma conversa muito unilateral’, brincou. ‘Eu seguro todas as cartas’.
O baterista Dominic DiGesu chamou atenção ao usar uma camiseta com a mensagem ‘Save the George Tavern’, em referência à campanha para impedir o fechamento de um pub no leste de Londres devido a reclamações de barulho e a um empreendimento imobiliário nas proximidades. O local foi declarado ‘salvo’ em 2019, mas o proprietário alertou que a luta para reabrir a casa noturna adjacente, Stepney’s, continua. A camiseta apareceu nos telões laterais do palco, novidade desta edição do festival.
O show contou com as seguintes músicas: ‘Husbands’, ‘Getting Killed’, ‘Half Real’, ‘Islands of Men’, ‘Crusades’, ‘100 Horses’, ‘2122’, ‘I See Myself’, ‘Cobra’, ‘Bow Down’, ‘Au Pays du Cocaine’, ‘Long Island City Here I Come’, ‘Taxes’ e, no bis, ‘Trinidad’.
O End of the Road 2026 segue com apresentações de Pulp, CMAT, Mac DeMarco, Super Furry Animals, Fat Dog, Kurt Vile e outros. A Geese dará continuidade à turnê pela América do Norte no inverno. Enquanto isso, Cameron Winter anunciou recentemente o lançamento do álbum ‘Live At Carnegie Hall’ e do filme-concerto dirigido por Paul Thomas Anderson.
Análise WeekNews: A escolha da Geese como atração surpresa da abertura de um festival que celebra duas décadas reforça o momento de ascensão da banda no cenário internacional, impulsionado pelo álbum ‘Getting Killed’ e por apresentações de grande visibilidade, como a do Reading. A opção por um repertório mais experimental e a presença de um público acima do esperado para uma quinta-feira sugerem que a aposta do End of the Road em um nome emergente, em vez de um artista consagrado, tende a ampliar a exposição do grupo e a consolidar sua posição entre as novas atrações do rock independente.
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Fonte: NME.
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2026-09-04 09:24:00
