Geese rebatem acusações de psyop e convidam críticos a contar bots nos shows

Geese rebatem acusações de psyop e convidam críticos a contar bots nos shows
Fonte da imagem: NME

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A banda nova-iorquina Geese respondeu às acusações de que seu crescimento seria resultado de uma operação de marketing orquestrada, conhecida como “psyop”. Em entrevista à Rolling Stone, o vocalista Cameron Winter e o baixista Dominic DiGesu comentaram os rumores que ganharam força ao longo do último ano e foram tema de uma reportagem da Wired.

A publicação americana assinada por Wired trouxe a manchete “The Fanfare Around the Band Geese Actually Was a Psyop” e detalhou como empresas de marketing digital atuam para impulsionar artistas nas redes. Na matéria, os cofundadores da Chaotic Good Projects explicaram que o método consiste em criar redes de páginas em redes sociais e usá-las para levar a música da banda ao algoritmo de recomendação. O cofundador Adam Tarsia afirmou ao veículo que a empresa desenvolveu campanhas tanto para o Geese quanto para Winter, e disse que ter um orçamento de marketing é algo comum para qualquer artista na internet.

Publicação no X/Twitter citada na matéria:
https://twitter.com/ByCSauertieg/status/1999553372882387005

Tarsia também declarou que o Geese “trabalhou duro construindo uma comunidade real e grassroots para alcançar todo o sucesso recente”, e negou que sua empresa utilize “contas de fãs falsas” ou “qualquer estratégia que envolva a inflação artificial de números de streaming ou redes sociais”. Segundo ele, a empresa é “veementemente contra o uso de fazendas de bots” e sua equipe é formada apenas por fãs genuínos de música.

À Rolling Stone, Winter contou que os rumores chegaram a abalar a própria banda. “Aquilo parecia uma explicação razoável”, disse ele. “Ficamos tipo: ‘Ah, meu Deus. A coisa toda é falsa.’ Tivemos um colapso. Então marchamos até nossa gravadora por e-mail, para os membros relevantes da equipe, tipo: ‘Há quanto tempo todos os nossos malditos fãs são falsos, seus filhos da mãe?'”

Publicação no X/Twitter citada na matéria:
https://twitter.com/WIRED/status/2044126793968562623

O vocalista acrescentou que o grupo aprendeu a participar de reuniões por Zoom sobre como o disco seria divulgado, mas se diz confiante de que nunca houve “fãs falsos, bots ou qualquer coisa do tipo” em seu crescimento. “Eram posts de TikTok de baixo esforço usados para impulsionar o algoritmo. Eles nos mostraram amostras, e isso me fez sentir melhor porque eram tão ruins”, afirmou.

DiGesu adotou tom semelhante ao convidar os críticos a comparecer aos shows. “Venha ao show, cara. Só venha ao show e me diga quantos bots você vê”, disse. “Fico feliz que as pessoas tenham opiniões sobre o nosso trabalho, no fim das contas. Pelo menos não somos entediantes e medianos.”

Publicação no X/Twitter citada na matéria:
https://twitter.com/RollingStone/status/2098033770821517593

O debate sobre o sucesso do Geese também chegou a outros artistas. Ben Gibbard, do Death Cab For Cutie, manifestou seu apreço pelo grupo no verão e classificou os rumores como “ridículos”. “Esse discurso sobre eles serem um psyop ou uma planta da indústria é ridículo”, afirmou.

“O único ponto válido que vi foi que nos é dada a impressão, numa economia de streaming e num mundo de redes sociais, de que todos temos acesso às mesmas alavancas para nos promover. A realidade é que isso não é verdade. A amplificação de posts, o novo payola, etc. Mas esses caras são incríveis e merecem tudo o que está por vir. Como fã, estou muito animado para ver o que farão a seguir.

Também espero que eles, como seres humanos, tenham a fortaleza para suportar o peso das expectativas.”

Atualmente, o Geese está de volta à estrada para divulgar o álbum mais recente, “Getting Killed”, que teve grande sucesso comercial, recebeu cinco estrelas e liderou a lista de melhores álbuns de 2025. Entre os shows recentes estão duas apresentações esgotadas em Glasgow, onde a banda homenageou Dolly Parton e tocou “Disco” ao vivo pela primeira vez. Desde então, o grupo atraiu uma plateia barulhenta no Reading & Leeds 2026 e foi headliner do festival End Of The Road pela primeira vez.

Winter também se prepara para lançar seu primeiro álbum ao vivo e filme-concerto, dirigido por Paul Thomas Anderson, que captura sua apresentação no Carnegie Hall.

Análise WeekNews: A resposta pública do Geese e a negativa da empresa de marketing quanto ao uso de bots ou contas falsas mantêm o debate sobre o sucesso da banda no campo das alegações, sem confirmação de que o crescimento tenha sido artificial. O episódio evidencia como a discussão sobre autenticidade de artistas na era do streaming envolve tanto a percepção do público quanto as práticas de divulgação digital, tema que o próprio Gibbard resumiu ao apontar a diferença entre a impressão de acesso igualitário às ferramentas de promoção e a realidade da amplificação paga.

Leia mais aqui em inglês: https://www.nme.com/news/music/geese-respond-to-psyop-allegations-online-3968231?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=geese-respond-to-psyop-allegations-online.

Fonte: NME.

NME.

2026-09-11 04:02:00

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