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O criador de ‘Star Wars’, George Lucas, entrou no debate sobre inteligência artificial (IA) no cinema com uma visão pragmática: a tecnologia é inevitável e tornará a produção de filmes mais fácil. Em entrevista ao site A Rabbit’s Foot, Lucas comparou a resistência à IA à oposição histórica aos automóveis, afirmando que não adianta lutar contra o progresso.
“Inteligência artificial significa que é muito mais fácil para nós fazermos filmes”, disse Lucas. “É como sentar aqui e dizer: ‘Bem, acredito que a charrete puxada a cavalo é o que realmente importa. Esses carros quebram, precisam de gasolina, têm todo tipo de problema e logo vão transformá-los em tanques, e então vão matar pessoas. É terrível.’ Não há nada que você possa fazer sobre isso. Isso é progresso, é o futuro.”
Quando questionado sobre os riscos da tecnologia, Lucas rebateu: “Se você quer uma IA que diga quando algo é falso e de onde veio, a IA pode fazer isso. Humanos não conseguem, não somos tão inteligentes. A ideia é que você é um ser humano, responsável pelo que diz e faz, e se está fazendo algo ilegal, deve ser punido por isso. O que quer que você faça, deve ser reconhecido. É como na vida real.”
A declaração de Lucas ocorre em meio a um acirrado debate em Hollywood sobre o uso de IA. Personalidades como o diretor de ‘The Backrooms’, Kane Parsons, e o Papa Leão XIV condenaram a tecnologia. Martin Scorsese foi criticado por endossar uma empresa de IA para storyboard, enquanto Jodie Foster defendeu a tecnologia ao afirmar que o filme ‘F1’, com Brad Pitt, foi criado por IA — embora não haja confirmação de uso de IA na produção do longa.
Recentemente, a controversa “atriz” de IA Tilly Norwood foi anunciada para fazer sua estreia em um longa-metragem, o que acirrou ainda mais as discussões sobre o papel da inteligência artificial na indústria criativa.
A posição de Lucas contrasta com a de muitos artistas que temem que a IA seja treinada com obras humanas sem consentimento e substitua a criatividade. Para o cineasta, no entanto, a responsabilidade recai sobre os indivíduos: “Você é responsável pelo que diz e faz. Se fizer algo ilegal, deve ser punido.”
A entrevista foi publicada em 15 de julho de 2026, por Victoria Luxford, e repercutiu rapidamente nas redes sociais, reacendendo o debate sobre os limites éticos e legais da inteligência artificial no entretenimento.
Fonte: NME.
NME.
2026-07-15 08:12:00
