Google pode usar suas fotos e áudios para treinar IA; saiba como desativar




Google pode usar suas fotos e áudios para treinar IA; saiba como desativar
Fonte da imagem: Fox News (Harun Ozalp/Anadolu via Getty Images)

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O Google está implementando discretamente uma nova configuração de privacidade chamada Histórico de Serviços de Pesquisa (Search Services History), que pode usar imagens, arquivos, gravações de voz e outros dados salvos das interações dos usuários para treinar modelos de inteligência artificial. A mudança, que está sendo distribuída gradualmente, afeta quem usa ferramentas como Google Lens, pesquisa por voz, Google Tradutor e o modo de IA (AI Mode). A empresa afirma que o novo recurso foi criado para oferecer funcionalidades mais personalizadas, mas o custo é o uso dos dados pessoais no desenvolvimento de suas tecnologias de IA.

De acordo com o Google, o Histórico de Serviços de Pesquisa pode incluir desde pesquisas digitadas e resultados visualizados até respostas do modo de IA, transcrições do Search Live, imagens do Google Lens, arquivos enviados e áudios de prática de fala do Tradutor. A configuração é ativada automaticamente com base nas escolhas anteriores do usuário para Atividade na Web e em Aplicativos e Personalização de Pesquisa. Se essas opções estavam ligadas, o novo histórico também fica ativo.

Google general counsel explains AI-powered phishing rise
Fonte da imagem: Fox News (Harun Ozalp/Anadolu via Getty Images)

O ponto mais sensível é a subconfiguração Salvar Mídia (Save Media). Quando marcada, o Google pode armazenar fotos, vídeos, áudios e arquivos das interações do usuário com os serviços de pesquisa e, posteriormente, utilizá-los para aprimorar seus modelos de IA. Isso significa que uma foto tirada com o Google Lens para identificar uma planta ou uma gravação de voz feita para uma pesquisa pode acabar alimentando o treinamento de inteligências artificiais generativas.

A empresa ressalta que os dados salvos podem ajudar o usuário a revisitar pesquisas visuais antigas ou continuar conversas no Search Live. No entanto, o aviso é claro: a mesma mídia pode ser usada para “desenvolver e melhorar modelos e tecnologias de IA”. O jornalista de tecnologia Kurt Knutsson, conhecido como CyberGuy, alerta que essa é uma troca que muitos podem não perceber. “A linguagem parece útil, a configuração fica dentro dos controles da conta e a implementação é gradual. É exatamente por isso que você deve verificar”, escreveu.

Outro detalhe importante: desativar a opção Salvar Mídia não apaga automaticamente o que já foi salvo. O Google informa que a mídia armazenada anteriormente pode continuar sendo usada para melhorar suas tecnologias, a menos que o usuário a delete manualmente da conta. E mais: se a mídia já tiver sido selecionada para treinar modelos de IA, ela deixa de estar vinculada à conta do usuário e pode ser mantida por até quatro anos. “Depois que sua mídia entra no pipeline de treinamento de IA, excluir a atividade original pode não trazê-la de volta”, alerta Knutsson.

Para quem quiser revisar as configurações, o caminho é acessar myactivity.google.com com a conta do Google. Na seção Histórico de Serviços de Pesquisa, é possível desmarcar a caixa Salvar Mídia ou desativar completamente o histórico. Também é recomendado revisar e excluir atividades antigas. O Google ainda oferece uma configuração separada chamada Recomendações Personalizadas, que influencia como os resultados e as respostas de IA são personalizados com base na atividade do usuário.

Vale destacar que a opção Salvar Mídia não controla todos os serviços do Google. Atividades do Gemini Apps, YouTube, NotebookLM e Google Voice têm controles próprios e não são afetadas por essa configuração. A recomendação dos especialistas é que os usuários verifiquem cada uma de suas contas Google — pessoal, profissional ou antiga — e repitam o processo de ajuste.

A mudança chega em um momento em que o Google também enfrenta críticas sobre o aumento de golpes de phishing com uso de IA, conforme declarou recentemente a diretora jurídica da empresa, Halimah Delaine Prado. Ela afirmou que criminosos estão usando inteligência artificial para criar sites falsos que imitam marcas confiáveis, como a T-Mobile, causando prejuízos milionários a centenas de milhares de americanos. A empresa diz ter estratégias para combater essas ameaças, mas a nova política de dados acendeu um alerta adicional entre defensores da privacidade.

Leia mais aqui em inglês: https://www.foxnews.com/tech/google-may-use-your-photos-voice-train-ai.

Fonte: Fox News.

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2026-07-12 06:24:00

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