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O governo federal sancionou nesta semana a lei que institui a Rota Turística das Cidades Coloniais Alagoanas, um circuito que reúne sete municípios com patrimônios arquitetônicos tombados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). A medida foi publicada em 2 de julho de 2026, conforme apurou a Rádio Nacional, e abre a possibilidade de destinar recursos de programas oficiais da União para estruturar e promover o turismo histórico, de natureza e de aventura na região, além de valorizar a preservação da história e da diversidade cultural do Nordeste.
O roteiro é formado pelos municípios de Marechal Deodoro, Penedo, Piranhas, Delmiro Gouveia, União dos Palmares, Porto Calvo e Água Branca. Cada uma dessas cidades guarda um acervo arquitetônico que remonta aos séculos 16 e 17, com casarões, ruas de paralelepípedos originais, prédios e igrejas do período colonial. O conjunto, segundo o texto da lei, remete a importantes momentos da história do Brasil em várias áreas.
Entre os destaques históricos, Marechal Deodoro foi a primeira capital de Alagoas. Piranhas teve papel estratégico na navegação do rio São Francisco durante os períodos Imperial e Republicano. Delmiro Gouveia abrigou a primeira usina hidrelétrica da região Nordeste, inaugurada em 1913. Já União dos Palmares é conhecida por abrigar a Serra da Barriga, local associado ao Quilombo dos Palmares e à resistência negra durante o Brasil Colônia.
A rota também inclui pontos turísticos como a Igreja de Nossa Senhora da Corrente, o Complexo Conventual Franciscano de Santa Maria Madalena, o Museu do Sertão, o Theatro Sete de Setembro e as ruínas de engenho de açúcar da cidade de Porto Calvo. Esses locais, muitos deles já tombados pelo Iphan, compõem um patrimônio que atrai visitantes interessados em história, arquitetura e cultura.
Com a sanção da lei, o governo federal poderá alocar verbas de programas oficiais para melhorar a infraestrutura turística, como sinalização, restauração de prédios históricos e capacitação de profissionais locais. A expectativa é que o reconhecimento oficial impulsione o turismo na região, gerando emprego e renda para as comunidades envolvidas.
A criação da rota foi celebrada por gestores municipais e representantes do setor turístico, que veem na medida uma oportunidade de integrar as cidades em um circuito organizado, facilitando a divulgação e a visitação. A iniciativa também busca fortalecer a identidade cultural alagoana e nordestina, valorizando a herança deixada pelos períodos colonial e imperial.
Embora a lei já esteja em vigor, a implementação prática da rota dependerá de parcerias entre os governos federal, estadual e municipais, além de investimentos privados. O Iphan deverá atuar na orientação técnica para a preservação dos bens tombados e na elaboração de materiais informativos para os turistas.
A Rota Turística das Cidades Coloniais Alagoanas se junta a outros circuitos históricos do país, como a Estrada Real e a Rota do Ouro, mas com um diferencial: a forte presença de elementos ligados à resistência negra e ao ciclo do açúcar. A Serra da Barriga, em União dos Palmares, é um dos símbolos mais emblemáticos desse legado.
Para quem deseja conhecer o roteiro, a recomendação é planejar a visita com antecedência, já que algumas cidades, como Piranhas e Delmiro Gouveia, oferecem opções de ecoturismo e aventura, com trilhas e passeios de barco pelo rio São Francisco. A lei sancionada nesta semana representa um passo importante para consolidar Alagoas como destino de turismo histórico no Brasil.
Fonte: Agência Brasil.
