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A Public Interest Legal Foundation (PILF), organização jurídica de perfil conservador, protocolou nesta terça-feira uma reclamação eleitoral junto à secretária de Estado do Maine, Shenna Bellows, alegando que o cadastro eleitoral do estado contém 3.181 eleitores potencialmente mortos e 693 registros duplicados. A denúncia foi apresentada poucos dias antes da votação de meio de mandato, que inclui uma disputa acirrada ao Senado entre a republicana Susan Collins, candidata à reeleição, e o democrata Troy Jackson.
Segundo a PILF, os dados foram obtidos a partir de comparações que identificaram registros com mesmo endereço, nome e sobrenome e ano de nascimento, além de erros de digitação, pontuação, apelidos comuns e divergências de ano de nascimento. A reclamação sustenta que as autoridades eleitorais não fizeram um “esforço razoável” para retirar eleitores inelegíveis da lista oficial.
O grupo pede que o estado revise a análise, remova imediatamente os eleitores considerados inelegíveis e adote um plano para cumprir o Help America Vote Act (HAVA), lei de reforma eleitoral de 2002. A PILF afirma que, caso nenhuma providência seja tomada, “pode não ter outro recurso” além de recorrer ao processo de reclamação previsto na legislação.
A denúncia compara os números atuais com um levantamento anterior do próprio grupo, feito em 2025, que apontava 18.453 eleitores potencialmente mortos e 1.498 registros duplicados ou triplicados no Maine. De acordo com a PILF, o estado corrigiu muitos dos registros identificados naquele ano, mas alguns erros permanecem e “novos problemas surgiram”.
“Agora sabemos por que estavam escondendo: porque havia problemas”, afirmou J. Christian Adams, ligado ao grupo, em entrevista à Fox News Digital. “Há pessoas mortas, muitas duplicações e problemas gerais. Isso deveria ter sido corrigido há muito tempo.” Ele questionou por que uma organização terceirizada precisou encontrar as duplicações e disse esperar que Bellows “faça o trabalho e remova todas essas duplicações”.
Adams afirmou que sua principal preocupação é que alguém use o registro de uma pessoa morta para votar ilegalmente. Segundo ele, autoridades estaduais progressistas relutam em remover imediatamente eleitores falecidos por temor de excluir por engano pessoas aptas a votar, o que, na avaliação dele, abriria espaço para fraude. “O problema é que às vezes as pessoas votam pelos mortos”, disse.
O responsável pela PILF também mencionou um histórico de disputa judicial com o Maine. O grupo processou o estado há cerca de seis anos pelo acesso ao cadastro eleitoral e venceu em um tribunal federal de apelações em 2024, decisão que obrigou o estado a tornar os registros públicos. Adams acusou Bellows de tentar “criminalizar” a PILF por divulgar o que encontrou e de se concentrar em “defender teorias azuis” em vez de manter as listas atualizadas. “Infelizmente, a secretária de Estado Shenna Bellows não está fazendo o trabalho”, afirmou.
O gabinete de Bellows foi procurado para comentar, segundo a reportagem, mas não havia resposta até a publicação.
Análise WeekNews: A denúncia da PILF ocorre em um momento de atenção elevada sobre a integridade do cadastro eleitoral nos Estados Unidos e às vésperas de uma eleição ao Senado de disputa apertada. Os números apresentados pelo grupo são alegações que o estado ainda precisa examinar, e a própria PILF reconhece que o Maine corrigiu parte dos registros apontados em levantamento anterior. O caso também reacende a tensão entre transparência dos dados eleitorais e os critérios para exclusão de eleitores, tema que já levou o grupo e o estado a disputas judiciais.
Leia mais aqui em inglês: https://www.foxnews.com/politics/troubling-discovery-state-voter-rolls-sparks-action-days-before-midterms-should-have-been-fixed.
Fonte: Fox News.
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2026-10-31 06:00:00



