
Feed Editoria Radioagência Nacional.
O governo dos Países Baixos anunciou nesta segunda-feira (26) um investimento de US$ 500 milhões — cerca de R$ 2,5 bilhões — no Fundo Florestas Tropicais para Sempre, programa lançado pelo Brasil na COP30, em novembro do ano passado, em Belém. O aporte será feito ao longo de dez anos.
Com a decisão, os holandeses passam a integrar a coalizão internacional que sustenta o fundo, formada por Brasil, Noruega, Luxemburgo, Indonésia, Alemanha, França, Portugal e Reino Unido. Em comunicado, os Países Baixos afirmaram que a preservação das florestas é fundamental para o enfrentamento das mudanças climáticas, que ameaçam a segurança, a prosperidade e as liberdades, e que o investimento reforça a ambição do país em relação às metas climáticas internacionais e à biodiversidade.
O modelo do fundo prevê captação de recursos a juros reduzidos, com ativo de baixo risco. O dinheiro reinvestido em projetos de maior taxa de retorno tem a diferença repassada aos países com florestas tropicais, de forma proporcional à área preservada. O repasse depende da comprovação, por imagens de satélite, de que o desmatamento ficou abaixo dos limites previstos. Os investidores recebem de volta o valor emprestado com lucro.
A meta do Fundo Florestas Tropicais para Sempre é alcançar US$ 125 bilhões, sendo cerca de US$ 100 bilhões provenientes do setor privado e US$ 25 bilhões de aportes governamentais. Pelo desenho do programa, populações indígenas e comunidades tradicionais, que atuam diretamente na proteção das florestas, devem receber ao menos 20% dos pagamentos nacionais do fundo.
O desenvolvimento do fundo está a cargo do Banco Mundial, e a previsão é que esteja operacional até meados do ano que vem.
Análise WeekNews: O anúncio holandês ocorre pouco mais de um ano após o lançamento do fundo na COP30 e soma um novo doador a uma coalizão que reúne países europeus e asiáticos. O aporte de US$ 500 milhões, diluído em dez anos, representa uma fração pequena da meta total de US$ 125 bilhões, cuja maior parte depende de capital privado. A vinculação dos repasses à comprovação por satélite do desmatamento abaixo dos limites previstos indica que o fluxo de recursos aos países tropicais tende a depender de verificação contínua, e não apenas da adesão de novos financiadores.
Fonte: Agência Brasil.
