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Em artigo de opinião publicado a uma semana da eleição, o comentarista Hugh Hewitt sustenta que o Partido Democrata aposta em quatro candidatos ao Senado posicionados à esquerda do eleitorado e que, na avaliação dele, têm dificuldade de alcançar o centro político. São eles Abdul El-Sayed, em Michigan; Peggy Flanagan, em Minnesota; Troy Jackson, no Maine; e James Talarico, no Texas.
Segundo Hewitt, os republicanos responderam em três dessas disputas com nomes de perfil moderado: Mike Rogers em Michigan, Michele Tafoya em Minnesota e a senadora Susan Collins no Maine, que busca a reeleição e preside o Comitê de Apropriações do Senado. O articulista classifica uma eventual derrota de Collins como um erro grave para os eleitores do estado. No Texas, o candidato republicano é o procurador-geral Ken Paxton, descrito por Hewitt como um nome com fragilidades, mas que, na visão dele, tende a ser um voto confiável do partido no Senado.
O texto relembra que os republicanos já apostaram em candidatos de perfil mais radical em eleições passadas, como Christine O’Donnell, em Delaware, Sharron Angle, em Nevada, e Ken Buck, no Colorado, em 2010, além de Todd Akin, no Missouri, e Richard Mourdock, em Indiana, em 2012. Todos os cinco foram derrotados.
Hewitt afirma que, a uma semana da votação, a situação é especialmente desfavorável para El-Sayed e Jackson. Sobre o candidato de Michigan, diz que ele adota uma postura reflexa de queixa e que sua campanha entrou em queda livre após uma entrevista ao jornalista Bret Baier, da Fox News, na qual, segundo o articulista, falou por cima das perguntas e desviou de temas centrais. O texto cita ainda a declaração de El-Sayed de que “pessoas feridas ferem pessoas”, feita após um ataque a uma sinagoga em Michigan, como seu maior erro. Rogers, por sua vez, tem feito campanha em redutos tradicionalmente democratas na região de Detroit e Pontiac e destaca sua trajetória como legislador federal e estadual, agente do FBI e oficial do Exército.
No Maine, Hewitt escreve que Jackson foi superado por Collins nos quatro debates realizados, nos quais teve dificuldade com questões básicas, como a diferença entre Medicare e Medicaid. O articulista menciona ainda o momento em que Jackson pediu que Collins se calasse ao microfone, depois de a senadora fazer uma piada sobre um interrupção no debate. Ele também questiona a escolha de Jackson pelo partido estadual, lembrando que o candidato havia ficado em terceiro lugar nas primárias democratas para o governo do estado.
Em Minnesota, o articulista diz que a campanha de Flanagan, vice-governadora desde 2019, foi afetada pelo escândalo de fraude que atingiu parte da comunidade somali na região das Twin Cities. Já no Texas, afirma que Talarico tem sido associado ao eleitorado mais à esquerda e que chegou a desaparecer da campanha por doze dias, atribuindo a ausência à gripe.
Hewitt também critica a estratégia nacional do partido, citando o apoio de Bernie Sanders, Alexandria Ocasio-Cortez, da ex-vice-presidente Kamala Harris e do ex-presidente Barack Obama a esses candidatos. Para ele, os democratas esqueceram a fórmula de “50% mais um” dos votos e repetem o erro que os republicanos cometeram em 2010 e 2012.
Análise WeekNews: O artigo é uma coluna de opinião e apresenta avaliações políticas do autor, não fatos eleitorais confirmados. A referência aos casos de 2010 e 2012 funciona como argumento retórico sobre o risco de candidaturas percebidas como distantes do centro, mas não permite prever o resultado desta eleição. A menção à liderança de Collins no comitê de Apropriações indica que a disputa no Maine tem peso institucional além do placar partidário.
Leia mais aqui em inglês: https://www.foxnews.com/opinion/morning-glory-democrats-fanatic-four-extremist-senate-candidates.
Fonte: Fox News.
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2026-10-27 06:00:00


