
World Soccer Talk.
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, resolveu responder de forma contundente às críticas que a entidade vem recebendo desde o fim da Copa do Mundo de 2026. Em uma publicação no Instagram, ele afirmou que os críticos “perderam tudo” por estarem focados no ódio e em críticas, enquanto a organização trabalhava para entregar o maior espetáculo do mundo. A declaração ocorre em meio a polêmicas envolvendo a proximidade com o governo dos Estados Unidos, problemas com vistos para torcedores e uma controvérsia sobre a anulação de um cartão vermelho aplicado ao atacante Folarin Balogun, da seleção norte-americana.
“Peço desculpas por as partidas terem terminado e por vocês terem perdido toda aquela alegria e união. Desculpas por estarem tão consumidos pelo ódio e pelas críticas que perderam tudo”, escreveu Infantino. “Para aqueles por trás de canetas e papéis, por trás de telas espalhando ódio e falsos rumores, quero dizer que, enquanto vocês estão sentados, nós, na Fifa, estamos na linha de frente organizando, trabalhando duro e entregando o melhor show do mundo. Enquanto vocês dividem, nós unimos.”
A Copa de 2026, que terminou há poucos dias, foi alvo de críticas em diversas frentes. Uma das principais queixas foi a associação da Fifa com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enquanto as lideranças do México, Claudia Sheinbaum, e do Canadá, Mark Carney, foram deixadas em segundo plano. Além disso, muitos torcedores relataram dificuldades com a obtenção de vistos, sentindo-se prejudicados. Infantino, no entanto, preferiu destacar que o evento foi seguro, sem registro de violência.
Apesar das críticas, o Mundial também trouxe aspectos positivos. Com o aumento do número de seleções, a fase eliminatória registrou atuações surpreendentes de equipes como Noruega, Suíça e Cabo Verde, que apresentaram um futebol competitivo. A receita do torneio também foi superior à de edições anteriores, segundo a Fifa.
Outro episódio que gerou forte repercussão foi a polêmica envolvendo o atacante Folarin Balogun, eleito o melhor jogador da seleção dos Estados Unidos na Copa, com três gols em quatro partidas. Balogun recebeu um cartão vermelho que o tiraria da partida das oitavas de final contra a Bélgica, mas a suspensão foi anulada antes do jogo, o que provocou uma crise entre a Fifa e a Uefa.
A Uefa emitiu um comunicado oficial criticando a decisão. “A decisão de ontem de suspender por um período de um ano a implementação da suspensão automática de uma partida após o cartão vermelho emitido ao jogador Folarin Balogun ultrapassou uma linha vermelha. O futebol, como qualquer outro esporte, depende de regras, que são a base para uma competição justa, honesta e transparente”, afirmou a entidade europeia. Como forma de protesto, o presidente da Uefa, Aleksander Ceferin, não compareceu à final entre Argentina e Espanha.
Infantino, por sua vez, defendeu a anulação, argumentando que a aplicação ou retirada de cartões amarelos e vermelhos é algo comum no futebol. Para ele, a decisão não foi um erro da Fifa para favorecer os Estados Unidos, mas sim uma decisão técnica do esporte. A posição do presidente da Fifa, no entanto, indica que a relação entre as duas entidades não é das melhores e pode se deteriorar ainda mais com as possíveis mudanças no formato da Copa do Mundo.
A declaração de Infantino nas redes sociais reflete a postura da Fifa de não reconhecer erros e de atacar os críticos. Enquanto isso, a Uefa mantém sua posição de defesa das regras e da transparência, e o clima entre as duas organizações segue tenso, com possíveis desdobramentos para o futuro do futebol internacional.
Leia mais aqui em inglês: https://worldsoccertalk.com/news/fifa-president-gianni-infantino-delivers-blunt-message-amid-huge-criticism-they-missed-out-on-everything/.
Fonte: World Soccer Talk.
World Soccer Talk.
2026-07-27 12:37:00
