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O aumento dos casos de câncer em Iowa, cerca de 10% acima da média nacional, colocou sob escrutínio a qualidade da água consumida no estado e o uso de fertilizantes e defensivos agrícolas. O índice inclui tumores de próstata, mama, colorretal, melanoma e pulmão, em um momento em que a incidência da doença recua em quase todo o país — apenas três estados fogem a essa tendência.
A produção de milho e soja, atividades centrais na economia local, e a criação de suínos geram excedentes de nitrogênio que podem chegar aos rios usados para abastecimento. A Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA) ainda não classifica os nitratos — provenientes de fertilizantes químicos e dejetos animais — como carcinógenos, mas eles podem ser convertidos no corpo humano, por meio de nitrosação, em substâncias provavelmente cancerígenas. Também há preocupação com o uso de pesticidas e com os chamados “químicos eternos”.
O movimento Make America Healthy Again, liderado pelo secretário de Saúde e Serviços Humanos, RFK Jr., tem se posicionado a favor da redução da exposição a esses compostos, e candidatos dos dois lados do espectro político aderiram ao discurso. O presidente da MAHA Action, Tony Lyons, afirmou que diminuir a exposição química é crucial e que nem todos os políticos de Iowa estão igualmente comprometidos com mudanças. Segundo ele, diversos estudos associaram água contaminada por nitratos de fertilizantes e esterco ao câncer, e substâncias presentes em muitos pesticidas estariam ligadas a maior risco de câncer colorretal, de bexiga, linfoma não Hodgkin e outros tumores.
O candidato republicano ao governo do estado, Zach Lahn, defendeu que o tema seja tratado de forma abrangente. “Qualquer discussão que não inclua a qualidade da água e a carga de nitratos quando falamos de câncer não é uma discussão séria. Não importa se você é de esquerda ou de direita, você bebe a água”, declarou.
Pesquisas financiadas pelo estado na Universidade de Iowa, no entanto, ainda indicam que a maior parte — mas não a totalidade — dos índices acima do normal para vários tipos de câncer no estado pode ser explicada por fatores demográficos e comportamentais, como tabagismo e consumo excessivo de álcool.
A universidade também ampliou suas pesquisas sobre câncer diante da atenção voltada ao aumento dos casos. Um dos resultados é o caso de Linda Jacobs, 64 anos. Uma década atrás, ela teve câncer de mama recorrente, que exigiu mastectomia bilateral e radioterapia, e desenvolveu um angiosarcoma extremamente agressivo e resistente ao tratamento. O médico Mohammed Milhem injetou no tumor um vírus herpes geneticamente modificado que ele vinha estudando, e ela ficou livre da doença.
Análise WeekNews: O caso de Iowa expõe uma tensão entre duas leituras sustentadas pelo próprio material: a de que fatores demográficos e comportamentais explicam a maior parte da incidência elevada e a de que a contaminação da água por nitratos e agrotóxicos pode contribuir para o problema. A ausência de classificação dos nitratos como carcinógenos pela EPA mantém a discussão no campo da suspeita científica, enquanto a adesão de políticos de campos opostos ao tema sugere que a qualidade da água tende a ganhar peso no debate público local, independentemente da conclusão das pesquisas em andamento.
Leia mais aqui em inglês: https://www.foxnews.com/opinion/dr-marc-siegel-iowas-cancer-rate-rising-answer-may-found-water.
Fonte: Fox News.
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2026-10-20 07:00:00


