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O vocalista do Pulp, Jarvis Cocker, afirmou que o grupo deve fazer uma pausa antes de qualquer novo passo, mas que não descarta retomar as atividades. Em entrevista, ele disse que pretende ligar para os colegas no fim do ano para sugerir um ensaio. “Provavelmente todo mundo vai dar uma descansada. Talvez eu ligue para as pessoas no fim do ano e diga: ‘Vamos ensaiar ou algo assim?’ Vamos ver o que acontece”, declarou.
Cocker comparou o Pulp a um organismo vivo. “Gosto de pensar no Pulp como uma coisa orgânica. Às vezes dá frutos e às vezes não, mas tenho bastante confiança de que vamos conseguir fazer outra coisa, só não sei quando”, afirmou. Ele lembrou que o álbum “More” foi feito após um intervalo de 24 anos e que esse tipo de espera não é mais possível. “Não podemos mais fazer isso porque eu vou estar morto em 24 anos”, disse.
Sobre a possibilidade de um novo disco, o músico mencionou a entrada de integrantes com formação clássica, como Emma Smith e Richard Jones. “São nove pessoas agora. Alguns dos membros mais novos vêm de uma formação mais clássica, e isso é interessante. Talvez eu tente explorar um pouco mais isso”, contou. “Essa é a parte boa da música: você não sabe aonde ela vai te levar, mas espero que nos leve a algum lugar bom.”
O vocalista também comentou o impacto de ver novas gerações de fãs nos shows recentes. Segundo ele, a convite de um promoter em 2022, a banda percebeu que o público mais jovem cantava as músicas. “O pesadelo de qualquer artista é subir no palco e não ter ninguém ali, então eu perguntei: ‘Você tem certeza de que isso é verdade?'”, relembrou. “Levou um bom tempo para ele me convencer. Aí pensei: ‘Está bem, ele é sincero. Vamos tentar.'”
Para Cocker, a reação do público jovem faz sentido porque o pop é, em sua visão, música de gente nova. “Sempre quisemos ser uma banda pop. O pop não tinha perdido o gás; ainda estava borbulhando, ainda estava revigorando as pessoas de alguma forma”, afirmou.
Ele também falou sobre a natureza das letras do Pulp, que evitam uma visão idealizada do amor. “A única música do Pulp que é um pouco assim é ‘Something Changed’. Muita gente me disse que tocou essa faixa no casamento, e é uma canção de amor bastante direta”, disse. “Sempre foi minha ambição tentar escrever sobre o que eu achava que o amor e essas coisas realmente eram: as partes estranhas, em vez de ‘tudo é ótimo’.”
O vocalista ainda homenageou o baixista Steve Mackey, que morreu em 2023 e era o membro de quem ele estava mais próximo. Cocker contou que Mackey o acolheu quando ele chegou a Londres e não tinha onde morar. “Ele estava ocupando um imóvel em Camberwell e simplesmente disse: ‘Tem um quarto embaixo do nosso que está livre, você pode ir para lá’. Então ele meio que me salvou completamente”, recordou. “Sem esse tipo de impulso dele, eu provavelmente teria desistido.”
Análise WeekNews: As declarações de Jarvis Cocker indicam que o Pulp não tem planos concretos de encerrar as atividades, mas também não trabalha com prazos definidos. A menção a uma possível ligação no fim do ano e a um ensaio sugere uma retomada gradual, sem compromisso com novo álbum ou turnê. A referência à formação clássica de integrantes como Emma Smith e Richard Jones aponta para uma possível direção musical futura, mas o próprio vocalista evita afirmar qualquer projeto. O intervalo de 24 anos entre trabalhos, citado por ele, reforça que o grupo trata sua continuidade como algo orgânico, sem garantias.
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Fonte: NME.
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2026-09-25 07:00:00
