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A seleção irlandesa de futebol entrou em campo neste domingo para enfrentar Israel pela Liga das Nações, na Hungria, e seus jogadores optaram por não cumprimentar os adversários antes do apito inicial. A atitude foi acompanhada de um gesto de cabeças baixas em protesto. O goleiro Gavin Banzunu foi além e se recusou a atuar contra Israel, alegando uma “convicção pessoal de que matar pessoas inocentes é errado”.
O time irlandês vinha sendo pressionado a boicotar a partida em razão da resposta israelense aos ataques terroristas do Hamas em 7 de outubro de 2023, que mataram cerca de 1.200 israelenses. Parte da imprensa tem tratado as contramedidas como “genocídio”, alegação sem base na realidade, segundo o material original. Ainda assim, a equipe irlandesa parece ter atribuído a Israel o papel de vilão do conflito e transferido esse ressentimento aos atletas adversários, recusando até mesmo o cumprimento protocolar.
A decisão levanta uma questão sobre os limites desse tipo de gesto. Mesmo que se aceitasse, hipoteticamente, que Israel fosse o “lado mau” do conflito — o que o texto de origem não sustenta —, isso justificaria tratar os atletas que representam o país como párias? A mesma lógica poderia ser aplicada a adversários de seleções como a Coreia do Norte, por causa do regime ditatorial e das violações de direitos humanos; da Rússia, pela invasão da Ucrânia promovida pelo governo de Vladimir Putin; do Sudão, por causa da guerra com atrocidades contra civis; ou da China, pelo tratamento dispensado aos uigures.
O autor do texto original relata ter estado em Seattle quando o Irã enfrentou o Egito em partida de grupo da Copa do Mundo e não viu egípcios negarem cumprimentos aos iranianos por causa da repressão do regime de Teerã a manifestantes. Também afirma nunca ter visto jogadores do World Baseball Classic recusarem cumprimentos aos venezuelanos por causa do regime brutal de Nicolás Maduro. O mundo é violento e conflitos existem em toda parte, mas há uma diferença entre protestar contra o governo de um país e tratar os atletas desse país como párias — distinção que, segundo a crítica, a seleção irlandesa não parece compreender.
O texto destaca ainda que os ataques de Israel têm sido essencialmente respostas a agressões sofridas pelo país, e que pessoas inocentes morrem tragicamente porque o Hamas usa civis como escudos humanos, instalando combatentes e infraestrutura militar em escolas, hospitais e áreas residenciais. O governo israelense costuma avisar previamente sobre os ataques e fornece ajuda ao povo palestino, pontos que, segundo a crítica, são ignorados por boa parte da imprensa e por artistas como Macklemore, que acusam Israel falsamente de “genocídio”.
Para os jogadores israelenses, porém, essa discussão é irrelevante. Eles são atletas, não políticos, e não determinam as ações de seus governantes. A recusa da seleção irlandesa em cumprimentá-los é vista como uma tentativa equivocada de se apresentar como heroica, quando na verdade resulta em papel ridículo. Política é confusa; o esporte deveria ser um escape dela. Os irlandeses se consideraram o grupo empático, mas, na prática, foram apenas mais um exemplo de confusão entre pose moral e moralidade.
Análise WeekNews: O episódio evidencia como o esporte tem sido cada vez mais usado como palco para manifestações políticas, ainda que os atletas israelenses não tenham qualquer poder de decisão sobre as ações de seu governo. A recusa ao cumprimento, gesto protocolar básico entre adversários, desloca o protesto do campo político para o pessoal, atingindo diretamente os jogadores. A comparação com outros regimes e conflitos, presente no texto original, sugere que a seletividade desse tipo de gesto tende a enfraquecer o próprio argumento moral que se pretende defender.
Leia mais aqui em inglês: https://www.foxnews.com/outkick-sports/irish-national-soccer-team-ashamed-not-shaking-hands-israeli-opponents.
Fonte: Fox News.
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2026-09-28 06:31:00


