
Page Six.
O retorno de Armie Hammer às telas, com o filme “Citizen Vigilante”, dirigido por Uwe Boll, ganhou um desdobramento inusitado: um videogame oficial. A produção, que já havia gerado polêmica, agora também é alvo de críticas no mundo dos jogos. Uma jornalista decidiu testar o título e relatou uma experiência que define como abismal e desgastante.
Os jogos baseados em filmes foram uma estratégia de marketing comum nos anos 1990 e no início dos anos 2000, com títulos como “Batman Begins” e “Os Incríveis”. No entanto, a prática praticamente desapareceu. Foi então que o estúdio alemão Polygon Art, sob a liderança de Daniel Wengenroth, desenvolveu o jogo oficial de “Citizen Vigilante”, trazendo de volta essa tradição de forma inesperada.
A jornalista comprou o jogo para PlayStation 5 por US$ 21,99, ignorando a avaliação média de 2,74 de 5 estrelas na loja online, que era composta principalmente por avaliações extremas de 1 e 5 estrelas. Após jogar, ela se posiciona firmemente no grupo das avaliações de 1 estrela, descrevendo o jogo como “tão abismal, tão excruciante e tão desatualizado” que a fez questionar a própria sanidade.
A descrição oficial do jogo apresenta o protagonista: “Você é Sanders – não um herói, não um salvador, mas um homem que decidiu agir. Faça justiça com as próprias mãos, cace criminosos, descubra a corrupção e enfrente as consequências de suas ações”. O texto ainda adverte: “Alguns vão te chamar de herói. Outros vão te chamar de ameaça”.
Ao iniciar o jogo, uma tela de texto explica a situação: a inteligência policial finalmente localizou o vigilante Sanders, que não é dublado por Armie Hammer no game. Ele está preparado para o ataque da SWAT e arma uma armadilha para os policiais. Em uma cena, Sanders declara: “Eu entendo que vocês estão aqui para fazer o trabalho de vocês. Não tenho interesse em matar vocês. Mas se vocês me impedirem de fazer o meu trabalho, serei forçado a matar todos vocês”, antes de eliminar mais de 30 policiais.
Um dos principais problemas relatados é o botão de reiniciar o checkpoint, que está quebrado. Isso forçou a jornalista a repetir a sequência inicial dezenas de vezes, ouvindo a ameaça de Sanders repetidamente. Após a batalha, ele foge por um esgoto, onde precisa enfrentar ondas de policiais. A dificuldade é agravada pelo fato de a arma do personagem só disparar cerca de 50% das vezes, deixando a jogadora vulnerável enquanto sua barra de saúde é destruída.
Após duas horas tentando completar o primeiro nível, a jornalista começou a fazer promessas a Deus, dizendo que reassistiria “Me Chame Pelo Seu Nome” em troca do fim daquela fase. Quando finalmente conseguiu escapar do esgoto, uma nova tela de texto anunciou a próxima missão: comprar leite. A situação rapidamente se transforma em um tiroteio quando uma dúzia de bandidos armados com metralhadoras anuncia um assalto à loja, levando Sanders a exclamar: “Droga! Não há nada normal nesta cidade?”
A terceira missão envolve executar um juiz local, que “presidiu vários casos criminais de alto perfil que terminaram com criminosos perigosos em liberdade por falta de evidências”. A jornalista tentou completar a fase, mas encontrou mais problemas, como balas saindo das paredes e inimigos que desaparecem durante o confronto. Ela descreve os gráficos como “lembrando jogar no computador Dell do seu pai em 1997”.
Após seis horas de jogo e apenas duas missões concluídas, a jornalista decidiu parar. Em tom de ironia, ela conclui que talvez largar o controle seja o verdadeiro ato de vigilância. O filme “Citizen Vigilante”, estrelado por Armie Hammer, foi dirigido por Uwe Boll, que já declarou que a produção foi banida na Alemanha. A experiência com o jogo, no entanto, parece ter sido tão desafiadora quanto controversa.
Leia mais aqui em inglês: https://pagesix.com/2026/08/03/hollywood/we-dared-to-play-the-new-citizen-vigilante-video-game/.
Fonte: pagesix.com.
Page Six.
2026-08-03 07:45:00

