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Um painel de jornalistas que acompanha a Casa Branca avaliou que o presidente Donald Trump está mais confortável no cargo em seu segundo mandato e que sua equipe hoje funciona de forma mais unificada do que no primeiro governo. A discussão ocorreu na quinta-feira durante o festival anual da revista Atlantic, no Perelman Performing Arts Center, em Nova York, com a participação dos repórteres Jonathan Lemire, Ashley Parker, Missy Ryan e Michael Scherer, e mediação da jornalista Vivian Salama.
Segundo Lemire, Trump vive um momento que descreveu como possivelmente “a maior volta da história política americana” e governa como “uma versão irrestrita de si mesmo”, confiando em seus instintos e em poucas pessoas. Ele afirmou que a segunda administração é formada por “verdadeiros crentes” e “leais”, enquanto os remanescentes do “velho establishment republicano” já não estão presentes. Na avaliação do repórter, o presidente também está mais à vontade com o cargo e com o uso das alavancas do poder, o que inclui a relação com a imprensa e as mudanças que impôs nesse vínculo.
Parker destacou o papel da chefe de gabinete, Susie Wiles, como fator que tem ajudado o governo, e lembrou que o vice-chefe de gabinete Stephen Miller passou os quatro anos fora do poder “planejando” como montar uma Casa Branca “maior, mais forte, mais rápida, melhor e mais implacável” na segunda vez.
Scherer concordou e disse que Trump voltou com uma ideia muito mais clara do que pode realizar e de como isso afeta seu legado. Ele relatou que esteve em Dallas na semana passada, quando o presidente participou de uma convenção de meio de mandato, e que a mensagem foi “vote em mim mais uma vez”. Para o jornalista, há uma abordagem diferente, quase nostálgica, mas centrada na ideia de que esta é a última chance de deixar sua marca.
A cobertura, porém, ficou mais difícil. Ryan, que cobre segurança nacional e política externa, criticou o fato de o Pentágono não realizar um briefing de imprensa formal há meses, e Salama afirmou que obter furos jornalísticos é mais complicado neste mandato. Scherer atribuiu a ausência de vazamentos ao fato de a Casa Branca operar como “um corpo unificado” sob Wiles, com uma equipe leal a ela e também ao presidente. Ele comparou com o primeiro mandato, quando havia três ou quatro grupos no mesmo espaço, frequentemente em conflito, competindo pelo presidente e trocando acusações. “É mais difícil agora. É mais difícil conseguir detalhes do que se passa dentro da sala do que no primeiro mandato, mas ainda é possível”, disse.
Apesar do sigilo maior, Scherer afirmou que o acesso da imprensa na atual gestão ainda é maior do que o obtido nas administrações democratas recentes, de Barack Obama e Joe Biden, que, segundo ele, funcionavam como escritórios de advocacia burocráticos e tinham “um ethos diferente” e muita disciplina.
Análise WeekNews: A descrição feita pelos jornalistas indica uma mudança de funcionamento interno na Casa Branca, com menos disputas entre grupos e mais dificuldade de apuração por vazamentos. O relato também sugere que a relação com a imprensa segue como tema central do governo, agora marcada por menos abertura formal em áreas como o Pentágono, ainda que os jornalistas avaliem manter mais acesso do que nos governos democratas anteriores.
Leia mais aqui em inglês: https://www.foxnews.com/media/trump-unfettered-comfortable-power-second-term-journalists-say.
Fonte: Fox News.
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2026-09-18 17:51:00


