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O rebatedor Aaron Judge manifestou insatisfação com a postura do New York Yankees no mercado, pedindo que a organização seja “all-in” a cada temporada. A declaração foi dada minutos depois de o time ser varrido pelo Tampa Bay Rays, e, questionado se sentia que o clube havia adotado essa postura, Judge respondeu que “é difícil dizer”.
“Quero trocar por todos, contratar todos a cada ano, mas sei que isso não é realista. Eles nos dão um time vencedor todos os anos, mas isso não é suficiente aqui em Nova York. Somos os Yankees. Você tem que entrar em campo esperando títulos e ir all-in todo ano. Estou animado para ver o que eles vão fazer”, afirmou o jogador.
A fala ocorreu em um contexto de críticas à diretoria comandada por Brian Cashman. O material de origem aponta que a decisão de manter praticamente o mesmo elenco, com destaque para a oferta qualificada de US$ 22 milhões a Trent Grisham, não foi bem recebida. No entanto, os Yankees têm uma folha salarial superior a US$ 308 milhões. Os três times restantes na Liga Americana — Rays, Chicago White Sox e Cleveland Guardians — somam, juntos, US$ 273,4 milhões em salários.
O texto também questiona se essas três equipes seriam “all-in”. Ainda segundo o material, nomes como Grisham, Ryan McMahon e Jazz Chisholm não funcionaram no Bronx, seja pelo peso de Nova York ou por uma filosofia organizacional que não se encaixou. O texto especula que Cashman poderia ter insistido mais por jogadores como o catcher Adley Rutschman, embora destaque que o bastão de Austin Wells não tenha sido a maior preocupação do time após a pausa do All-Star e em outubro.
A análise da fonte também menciona que Cashman pode ter segurado prospects como Jasson Dominguez, Clint Frazier e Miguel Andujar por tempo demais, e que apostar no futuro de Anthony Volpe em vez de trazer Corey Seager — que, segundo o texto, teve média de .227 aos 32 anos e ainda tem seis anos de contrato — pode ter sido um erro. O mesmo vale para George Lombard Jr. em vez de Tarik Skubal.
Por outro lado, o material lembra que, antes mesmo do primeiro caso de arbitragem de Judge, os Yankees adquiriram Giancarlo Stanton, então MVP da Liga Nacional, DJ LeMahieu, que viria a ser candidato a MVP, e Gerrit Cole, um arremessador de elite recém-saído de uma temporada com 326 strikeouts e ERA de 2,50. Ao longo de sua gestão, o clube também adicionou Anthony Rizzo, Carlos Rodon, Cody Bellinger, Devin Williams, David Bednar, Luis Garcia e Max Fried, além de transformar quase qualquer jogador que entra no bullpen em uma ameaça. O time desenvolveu seu próximo candidato a MVP, Ben Rice, e Cam Schlittler deve ganhar o Cy Young no próximo mês em sua primeira temporada completa na MLB.
O texto sugere que o único movimento realmente “all-in” que poderia ter sido feito era manter Juan Soto. Os Yankees o adquiriram após ficarem fora dos playoffs em 2023, sabendo que ele iria para a agência livre. Soto atingiu 41 home runs, recorde pessoal, e ajudou os Yankees a chegar à primeira World Series desde 2009, formando com Judge a melhor dupla 1-2 da memória recente. No entanto, isso durou apenas um ano, já que o New York Mets venceu a disputa com um contrato de 15 anos e US$ 765 milhões. Os Yankees ofereceram 16 anos e US$ 760 milhões, mas os Mets ofereceram viagens, suítes e US$ 40 milhões a mais caso Soto não opte por sair após a quinta temporada. O texto questiona se faz sentido culpar a diretoria por Soto ter escolhido mais de US$ 800 milhões com os Mets, e observa que, se Soto ainda estivesse no Bronx, Bellinger e Fried não estariam, o que geraria outras reclamações.
A fonte também recorda que os Yankees foram “all-in” ao adquirir Scott Brosius para a terceira base antes da temporada de 1998, em vez de Ken Caminiti, que havia vencido o MVP da Liga Nacional um ano antes. O texto argumenta que ir all-in não significa ter um All-Star em todas as posições, e que, às vezes, o “all-in” se resume a jogadores rendendo bem.
Por fim, o material afirma que Judge teria pelo menos um título se não fosse um rebatedor de .205 na pós-temporada entre 2017 e 2024. A seca de títulos dos Yankees, empatada como a mais longa desde 1923, é responsabilidade de muitos — jogadores, incluindo Judge, e tomadores de decisão. Judge completará 35 anos em abril e, se o iminente lockout der errado, pode ter 36 quando o beisebol voltar a ser jogado. Ele vê sua mortalidade e provavelmente está desesperado, mas esse desespero estaria turvando sua percepção da realidade.
Análise WeekNews: A fala de Judge ocorre em um momento em que os Yankees têm folha salarial superior à soma dos três times que restam na Liga Americana, o que relativiza o argumento de que o clube não investe. Ao mesmo tempo, a saída de Juan Soto para os Mets, com oferta superior, mostra que nem sempre o poder financeiro dos Yankees é decisivo. O desempenho do próprio Judge na pós-temporada, citado no material, também integra o quadro de responsabilidades pela seca de títulos.
Leia mais aqui em inglês: https://www.foxnews.com/outkick-sports/aaron-judge-frustration-yankees-understandable-all-in-criticism-misses-mark.
Fonte: Fox News.
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2026-10-09 09:00:00


