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A era das adaptações preguiçosas de animações clássicas da Disney em live-action pode estar, finalmente, chegando ao fim. Após uma década de investimentos pesados nesse tipo de produção, o estúdio amarga agora dois fracassos consecutivos de bilheteria: ‘Branca de Neve’ e a recente versão live-action de ‘Moana’, que estreou no último fim de semana com números muito abaixo do esperado.
‘Moana’ teve um orçamento de produção de US$ 250 milhões, sem contar os custos de marketing, estimados em pelo menos US$ 100 milhões. Com isso, o custo total chega a US$ 350 milhões. Considerando a divisão de receitas com os cinemas, o ponto de equilíbrio seria de aproximadamente US$ 700 milhões. No entanto, a arrecadação no primeiro fim de semana foi de apenas US$ 43 milhões nos Estados Unidos, valor que representa cerca de 40% do total esperado para o mercado doméstico. Se a projeção se confirmar, o filme pode encerrar sua trajetória nos cinemas americanos com apenas US$ 107 milhões, muito abaixo dos US$ 248 milhões arrecadados pela animação original em 2016 (cerca de US$ 346,5 milhões ajustados pela inflação).
Globalmente, a Disney estimava uma estreia entre US$ 60 e US$ 65 milhões nos EUA e US$ 140 milhões no mundo, mas o resultado ficou quase US$ 50 milhões abaixo, com apenas US$ 95 milhões totais. Diante desses números, a produção deve gerar um prejuízo de ao menos US$ 150 milhões para o estúdio, aproximando-se do desastre financeiro de ‘Branca de Neve’, que perdeu US$ 170 milhões.
As críticas ao live-action de ‘Moana’ foram duras, tanto da imprensa especializada quanto do público. Entre os principais problemas apontados estão a peruca de Dwayne Johnson, considerada de péssima qualidade, os efeitos especiais ruins e os cenários artificiais e sem cor, que nada lembram o mundo vibrante da animação original. Muitos espectadores enxergaram o filme como uma tentativa oportunista de lucrar em cima de um sucesso recente — a animação original tem apenas dez anos e está facilmente disponível em serviços de streaming.
Dwayne Johnson também gerou polêmica com declarações sobre representatividade. Em entrevista ao Variety no tapete vermelho, ele afirmou que ‘Moana’ é importante por sua representação e visibilidade, dizendo: ‘Indiana Jones me inspirou. Quando eu tinha 8 anos e assistia a Harrison Ford, pensava: quero ser aquele cara, mas aquele cara não se parecia comigo.’ A declaração foi recebida com ironia por parte da imprensa e do público, que apontaram a contradição: Johnson, que não se parecia com Ford, tornou-se um dos atores mais famosos e bem-sucedidos de Hollywood justamente por ter sido capaz de conquistar plateias que não se identificavam fisicamente com ele.
A sequência de fracassos levanta questionamentos sobre a estratégia da Disney de apostar em refilmagens de suas animações clássicas. Embora algumas produções tenham sido bem-sucedidas, como ‘Cinderela’ (2015), ‘Mogli: O Menino Lobo’ (2016) e ‘O Rei Leão’ (2019), que faturou quase US$ 1,7 bilhão, e mais recentemente ‘Lilo & Stitch’ (2025), que ultrapassou US$ 1 bilhão, os erros têm se acumulado. A nova direção da Disney, que assumiu recentemente, terá como primeira lição a necessidade de encerrar esse ciclo de adaptações mal concebidas e repensar o uso do termo ‘representatividade’ em suas produções.
Com a má recepção de crítica e público, e o desempenho fraco nas bilheterias, ‘Moana’ se junta a ‘Branca de Neve’ como um dos maiores fracassos financeiros da história recente do estúdio. Resta saber se a Disney aprenderá a lição e voltará a investir em filmes originais, ou se continuará a insistir em fórmulas desgastadas que já não convencem o público.
Leia mais aqui em inglês: https://www.foxnews.com/outkick-analysis/moana-joins-snow-white-latest-live-action-disney-film-bomb-box-office.
Fonte: Fox News.
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2026-07-12 16:38:00


