Mad Cool 2026: Halsey, Pixies, Cliffords e Interpol dominam o terceiro dia com rock e performances intensas




Mad Cool 2026: Halsey, Pixies, Cliffords e Interpol dominam o terceiro dia com rock e performances intensas
Fonte da imagem: NME

NME.

O terceiro dia do Mad Cool Festival 2026, realizado na sexta-feira (10 de julho), trouxe uma programação com forte inclinação para o rock, após um segundo dia mais voltado ao pop. O evento, que celebra sua 10ª edição, contou com apresentações marcantes de Halsey, Pixies, Cliffords e Interpol, além do encerramento com Twenty One Pilots, que fechou a noite com acrobacias e refrões grandiosos. A seguir, os destaques do dia, segundo a cobertura dos jornalistas Rhian Daly, Liberty Dunworth e Andrew Trendell.

Halsey subiu ao palco Region Of Madrid às 18h55 e já começou o show cobrando energia do público. A artista não hesitou em provocar os fãs: “Desculpem, achei que este era o festival mais legal da Espanha?”, disse, em uma abordagem de amor duro para incentivar a plateia a se soltar. Fiel ao seu estilo intenso, Halsey entregou uma performance sem meios-termos.

Pixies
Pixies credit: Javier Bragado — NME
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Durante ‘Dog Years’, ela lutou contra uma corrente no pescoço, libertando-se como um Houdini do rock ao final da música. Para encerrar, o palco foi tomado por chamas na frente do palco e uma escada instalada no centro. O repertório pesou para o lado roqueiro, com faixas como ‘Nightmare’ e ‘I Am Not A Woman, I’m A God’, enquanto ‘Closer’, parceria com Chainsmokers, ganhou uma versão repleta de riffs pesados.

Às 20h20, foi a vez dos Pixies, que retornaram ao festival após quatro anos. Mesmo com uma escalação repleta de grandes nomes como Kings Of Leon, Twenty One Pilots e Interpol, era impossível não notar a quantidade de camisetas da banda entre o público.

Os lendários do rock alternativo trouxeram sua turnê 40 World Tour ao palco Region Of Madrid, fazendo o que os consagrou como favoritos dos festivais nas últimas quatro décadas: performances cruas e enérgicas de seus clássicos.

Cliffords
Cliffords credit: Paco Poyato — NME
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Embalaram versões mais suaves de ‘Monkey Gone To Heaven’, ‘Here Comes Your Man’ e a interpretação de ‘In Heaven (Lady in the Radiator Song)’, de Peter Ivers e David Lynch, mas também incendiaram o público com a punk ‘Nimrod’s Son’ e uma versão intensa de ‘Debaser’, que rivalizou com os headliners.

Na tenda Mahou Cinco Estrelas, às 21h45, a banda irlandesa Cliffords conquistou um público impressionante, mesmo concorrendo com o fim do show dos Pixies e a transmissão da vitória da Espanha sobre a Bélgica na Copa do Mundo, exibida em um telão externo. “Tem tanta gente aqui”, disse a vocalista Iona Lynch, radiante. “Não consigo acreditar. Tem irlandeses aqui?”, perguntou, sendo recebida por uma onda de gritos.

“Jesus Cristo! As passagens da Ryanair são baratas”, brincou. A banda justificou o hype: ‘My Favourite Monster’, com trompete, trouxe um indie-noir digno de The National, enquanto a transição de ‘Sleeping With Ghosts’ para ‘Bittersweet’ mostrou que a tenda era pequena para sua ambição.

Interpol
Interpol credit: Andres Iglesias — NME
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Duas músicas novas chamaram a atenção: a folk dolorosa ‘Horses And Divorces’ e a furiosa ‘Off My Back’, que mescla punk e desert rock. O escritor Andrew Trendell classificou Cliffords como a melhor banda nova que viu no ano, destacando o carisma de Lynch como futura ícone.

Fechando a madrugada, o Interpol subiu ao palco Orange à 0h45. O vocalista Paul Banks, que recentemente se tornou pai, havia dito em entrevista que, se vai se afastar da família, precisa fazer algo realmente bom e que valha a pena.

Com a expectativa em torno do oitavo álbum ‘This Mirror Weighs A Ton’, um show secreto íntimo na noite anterior e uma multidão de fãs góticos espanhóis, a banda nova-iorquina parecia renovada. Desde as notas geladas de ‘Untitled’ até a dissonância hipnótica de ‘The New’, passando por hits como ‘Evil’, ‘Slow Hands’ e ‘No I In Threesome’, o Interpol dominou a hora da bruxa.

Matt Barrick, do The Walkmen e do projeto paralelo de Banks, Muzz, estreou na bateria, trazendo um novo sabor. As faixas inéditas ‘Wings On Fire’ e ‘See Out Loud’ adicionaram urgência à essência clássica da banda, e o guitarrista Dan Kessler encerrou com estilo em ‘PDA’. Apesar de não entenderem a maior parte das brincadeiras em espanhol de Banks, a plateia concordou com o sentimento de “fuck yeah”. Missão cumprida.

O Mad Cool 2026 ainda teria mais um dia de música, encerrando a edição de 10 anos do festival.

Leia mais aqui em inglês: https://www.nme.com/reviews/live/mad-cool-festival-2026-day-three-halsey-pixies-cliffords-and-interpol-rock-madrid-3956364?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=mad-cool-festival-2026-day-three-halsey-pixies-cliffords-and-interpol-rock-madrid.

Fonte: NME.

NME.

2026-07-11 07:50:00

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