
NME.
O segundo dia do Mad Cool Festival 2026, realizado na quinta-feira (9 de julho) em Madri, trouxe uma programação dominada por vozes femininas e um clima pop que contrastou com o rock nostálgico do primeiro dia, que contou com Foo Fighters, Moby, The Vaccines e The War On Drugs. A noite foi marcada pelas apresentações de CMAT, Chloe Slater, Lorde e Jennie, ex-integrante do BLACKPINK, como sub-headliner. O festival, que tem o NME como parceiro oficial de mídia, também teve como destaque o show principal de Florence + The Machine, cuja resenha foi publicada à parte.
A irlandesa CMAT, nome artístico de Ciara Mary-Alice Thompson, subiu ao Palco Laranja às 18h45 e arrancou risadas da plateia ao ler uma faixa que dizia que um fã havia pulado sua formatura para vê-la. “Você pulou a formatura para ver a CMAT?”, perguntou, surpresa. “Ah, querido.
Bem, isso é mais educativo.” Outro cartaz reclamava da injustiça de ela não ter recebido o Mercury Prize por seu álbum de 2025, ‘Euro-Country’. “Não se pode ganhar todos”, disse, resignada, antes de celebrar outra placa que afirmava que “o M de CMAT significa Mad Cool”.
Ela brincou que aquela seria “o último show da CMAT antes de morrer de insolação” e perguntou ao público, em tom cúmplice: “Como é que está, homossexuais?” Com a banda vestindo camisas de futebol da CMAT, patrocinadas pelo apelido de Dunboyne Diana, e o guitarrista trajando uma saia acima do joelho — apelidado de Skirt Cobain —, a artista liderou o público na dança viral de ‘Take A Sexy Picture Of Me’ e na coreografia de ‘I Wanna Be A Cowboy, Baby!’.
Até mesmo um momento inusitado, em que se abaixou para assoar o nariz, rendeu uma das maiores ovações do festival. Foi uma aula de showmanship sob medida para o verão.
Às 20h10, no Palco Mahou Cinco Estrellas, Chloe Slater emocionou o público. Durante a melancólica ‘Sinking Feeling’, fãs na frente do palco acenderam as lanternas dos celulares em apoio. “Fiquei feliz em ver um isqueiro de verdade ali”, brincou a cantora de Manchester, radicada no Reino Unido. “Antigo!
Vou usar isso mais tarde no show da Zara Larsson.” Em sua apresentação, Slater abordou questões geracionais, como ciúme do ex-parceiro em ‘Harriet’, a armadilha do capitalismo tardio em ‘Ugly’ e o desejo por paz no mundo.
Antes de tocar ‘War Crimes’, declarou: “Essa música que vou tocar agora eu escrevi porque quero uma Palestina livre.” A faixa, segundo a crítica, demonstrou sua habilidade de criar canções que grudam tanto na melodia quanto no tema.
Lorde subiu ao Palco Region of Madrid às 20h30 e entregou um show que equilibrou arte, pop e grandiosidade. ‘Green Light’, considerada um hino de festival, explodiu como um foguete, mas as faixas de seu mais recente álbum, ‘Virgin’, também foram recebidas como velhas conhecidas.
A cantora neozelandesa de 29 anos dançou no B-stage e estendeu a mão para os fãs em gesto messiânico, enquanto a montagem do palco, com instrumentos posicionados à frente, criou uma atmosfera intimista em um espaço aberto. Lorde fez sombra boxe durante o show, usou uma jaqueta de couro cravejada de chips que disparavam lasers vermelhos e encantou a plateia ao falar espanhol.
Encerrando a noite no mesmo palco, às 23h30, Jennie mostrou por que está acostumada a grandes palcos. A rapper do BLACKPINK, sub-headliner do dia, apresentou faixas de seu álbum de estreia solo, ‘Ruby’, lançado em 2025, com coreografias e adereços, como em ‘Handlebars’, e a sensual ‘Mantra’. O ponto alto foram as novidades: ‘Lock It Down’, com seu baixo elástico, caiu bem no calor sufocante de Madri; ‘Heaven’ trouxe um momento mais lento; e ‘Little Less’, uma canção pop que fala sobre querer “um pouco menos que um amante”, fechou a sequência de músicas inéditas.
O Mad Cool Festival 2026 segue com programação até o fim de semana, consolidando-se como um dos principais eventos musicais da Europa.
Fonte: NME.
NME.
2026-07-10 05:05:00
